segunda-feira, 19 de outubro de 2009

“Será que em nossos dias não estamos confiando demais no braço de carne? Por que será que não podemos presenciar as mesmas maravilhas que ocorreram no passado? Os olhos do Senhor não passam mais por toda a Terra para mostrar-se forte para com aqueles que confiam totalmente nele?
Ah, que Deus me conceda uma fé mais prática!
Onde está o Senhor, o Deus de Elias?
Está esperando que um novo Elias clame por ele.”
(James Gilmour)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

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Obrigado Senhor por mais um dia.
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Não permita que eu desperdiçe mais uma chance de ser feliz.
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Pra muitos pode ser apenas mais um dia, mas se você parar para pensar, pode ser o último.
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Não é pessimismo.
Muito pelo contrário, é vontade enorme de viver.
Acredite, escolhas erradas sempre trazem consequências.
Não importa quando você as fez...
Elas ecoam no tempo.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

(...)

"Algo está errado se acordamos na segunda-feira pela manhã e já estamos atrasados, já estamos devendo, já estamos cansados. Ainda que excitados com o que estamos fazendo, como é o meu caso. Algo está bem errado quando a vida vira uma sucessão de tarefas, mesmo que as tarefas sejam bem interessantes. Algo está errado quando até o lazer se torna uma tarefa. Algo está muito errado quando precisamos marcar na agenda para passear com os filhos ou namorar. Algo está definitivamente errado quando precisamos pensar para lembrar do que vivemos no dia anterior.

Não sei se acontece com você, mas tenho sentido falta de viver o que vivi. O que vivo. De sentir o tempo passar. De ter tempo para elaborar o vivido. E também de ter tempo para ficar no vazio, apenas contemplando o silêncio dentro de mim.

Não gosto quando os dias se tornam uma sequência de ruídos, de luzes que piscam em telas variadas, simulando uma falsa urgência, exigindo atenção. Não gosto de me sentir consumida até que o tempo se esgote dentro de mim. Ano após ano que acaba no meio, ano após ano que acaba rápido demais.

Como disse um filósofo, o tempo é uma criança que brinca com ossos. É preciso não esquecer. Um dia tudo vai mesmo acabar, e não queremos perceber nesse último momento que nossa vida foi consumida. Ao final de cada frase desse texto deixo para trás minutos mortos, vida que se foi. Quero, então, ter certeza que não me deixei consumir. Quero ter certeza que vivi cada um dos meus segundos.

Não lembro qual foi o pensador que disse essa frase: “Nem todos os anos que passam se vive: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”. Como se conta então os anos que começam a acabar no meio?

Tempo é tudo o que temos. Se não temos tempo, nada temos. Só um ano que acaba no meio e passa rápido demais.

Ao dizer que não temos tempo, o que estamos dizendo é que não temos subjetividade. O que vivemos não foi sentido. Se não é sentido, não é vivido. Se não é vivido, não há sentido.

Quando o tempo vai parar de passar rápido demais? Talvez, Reginaldo, quando pararmos um minuto para termos, de fato, um minuto. Quando nesse minuto nos dermos conta que, ao final dele, estaremos um minuto mais mortos. E, então, nos apropriarmos do nosso tempo para viver segundo um calendário próprio – e não segundo as leis de uma agenda que nos aliena daquilo que sempre foi nosso. Daquilo que é nossa única riqueza ao nascer, quando então começa a contagem regressiva da nossa vida. Essa existência sem nenhuma garantia, que pode ser interrompida a qualquer momento. Por isso viver sentindo que se vive não é algo adiável para amanhã.

Acredito muito na resistência pelos detalhes, começando pelas pequenas coisas. Vou desligar o celular nas refeições, quando chegar em casa, nos fins de semana. Quero reservar um tempo determinado para verificar e-mails, responder conforme minhas possibilidades. Pretendo me tornar mais seletiva na hora de buscar informações na internet. E levantar para conversar com alguém que está perto em vez de mandar um e-mail ou um torpedo. Quero voltar a ter mais tempo para livros, filmes, viagens por estradas reais e pessoas que amo.

Só desejo ser o deus do meu tempo. Às vezes vou passear por blogs, twitters, chats que valem a pena. Mas não moro lá. Quando olhar para mim mesma, espero não ver nada piscando nem buzinando. Não quero mais ser inquilina de outros mundos. Só aspiro agora habitar minha própria vida.

Parei. Meu ano acaba em dezembro e não passa rápido demais."

(Eliane Brum)
O dia está nublado. O sol se esconde entre as nuvens. Até parece que ele também está cansado. Que ele tamb´ém tem problemas dos quais deseja fugir. Hoje em vez de raios, gotas. Talvez a chuva seja uma expressão daquilo que se sente. Pela janela, a observo caindo. Ela me traz lembranças. Nostalgia. E nesse exato momento, junto-me ao sol. Também quero me esconder. Mas aqui não há nuvens para encobrir o meu rosto. Minha chuva são minhas lágrimas.
Parece que está tudo fora do lugar. Talvez esteja... e eu não sei por onde começar a arrumação. Mas quando eu acho que vou me perder em tamanha desordem, um pequeno feixe de luz invade o meu porão bagunçado. É como se o céu tivesse aberto uma pequena fenda. Pequena, mas grande o bastante pra me trazer esperança. PArecia um recado do próprio sol, dizendo que apesar de todos os problemas ele estava ali. E ainda que daqui onde eu estou eu não possa vê-lo, em algum outro lugar há alguém contemplando a sua luz. Apesar de tudo, ele continuava brilhando pra alguém.
PPercebi que era hora de arrumar a bagunça. E se caso eu não conseguisse, vi que não haveria mal nenhum em largar tudo e apenas partir...
Ir em busca de algo maior.
Ir pra lá, onde não importa o quão nublado esteja o dia, o sol não deixa de brilhar.



P.S: É pra você baixinha.Não sei quais serão as suas conclusões depois de lê-lo. Na verdade elas não importam. Desde que ao final desse texto, você perceba o quão importante é na minha vida. E acima de tudo, que estarei sempre ao seu lado. Se tudo estiver nublado, chato e tedioso, a sua baixinha aqui vai arranjar um jeito de mostrar o pequeno feixe de luz.!

Ah! E hoje pode não haver sol, mas ele te mandou de presente a chuva.

E não há nada mais libertador do que ela.


Aproveite!


Deus colocou em mim um sentimento inexplicável e inefável por vc!
É algo que eu quero manter sempre..
Porque faz muito bem.!
E me faz enxergar que há sempre algo de melhor nessa vida, não importa o quão perdida ela pareça estar..!




(Um brinde à nossa amizade!)


=)








..."Deus é contigo!"...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Chega. O meu ano não passa rápido demais e só acaba em dezembro."


Só quero viver os dias com a intensidade merecida. Sem ser escrava do relógio.
O tic-tac não me assombra mais.
Os meus dias pertencem há alguém que fez o sol parar.
Porque então, temer o próprio tempo?
Ele está no comando.
E enquanto for assim, eu só quero viver.
Os meus dias tem 24 horas.
O meu ano 365 dias.
Disso eu não abro mão.
É a minha vida que escorre pelos dedos enquanto eu me perco nos minutos mal contados.





"Sonhos: Temos tantos que no início parecem impossíveis. Com o tempo eles parecem improvávies. Mas, quando temos força de vontade, logo eles se tornam inevitáveis."

Christopher Reeve.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice "Devo estar diminuindo de novo". Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente."



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Milagres existem.
Se você está lendo isso, considere-se um verdadeiro milagre.
A vida é o maior de todos os milagres.
Eles estão por toda parte
... é só você querer enxergar.. e acreditar.

E se você acredita, logo eles acontecerão com você. Ainda que seja poder contemplar o vôo de mais uma borboleta... será um milagre. Afinal, você escolheu acreditar...
E quem acredita, alça vôo.
E não se prende as vaidades deste mundo.
Quem acredita, vê além dos sonhos.. vê planos concretizados.

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Se você acredita, ainda que por alguns momentos você caia, e erroneamente se ache menor... há cogumelos em algum lugar, que te farão crescer novamente.

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Às vezes faltam palavras pra descrever certos sentimentos.
Certos sentimentos, dispensam palavras.

Me sinto assim.

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Não se importe com a ausência das palvras bonitas e dispostas em perfeita sincronia.
Mas é que agora, elas não conseguem se organizar...

Não da maneira exata..

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(existe tal maneira?)
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sexta-feira, 31 de julho de 2009

A loucura de todos nós.

Disfarces. Máscaras. Conflitos interiores.
Julgamos os loucos sem se dar contar de que a sociedade vive todos os dias à beira da loucura mais insana. Não há divã que resolva tamanha perda de indentidade.
É essa a nossa realidade. Vivemos num sistema estranho. Onde as pessoas se afastam cada vez mais do que realmente são. Somos prisioneiros desse imenso capitalismo que tem corrompido o mundo.
Quer uma profissão do futuro? Psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, e sabe se lá, quanto mais "psi-alguma coisa" ainda vão inventar. O fato é que as pessoas tem se enfiado em consultórios em busca de respostas. E ali, deitadas no divã elas vomitam seus conflitos interiores. Contam seus piores pesadelos, na esperança de que, aquele que as ouve, faça mais do que simples anotações. Ah! Doce engano. Como buscar em outrém a resposta de algo que está dentro de si? A verdade é que as pessoas buscam em consultas e análises o seu prórpio eu. Aquele que se perdeu na multidão. O eu que ficou na prateleira daquela loja, que ficou na frente da TV alimentando-se de lixo publicitário, ou quem sabe o que ficou no trabalho murmurando do chefe. Tantos "eus" perdidos por aí...
Augusto Cury disse em uma de suas obras que "as loucuras só podem ser tratadas quando abandonam seus disfarces". Sábias palavras. Enquanto acharmos todo esse caus normal, nada irá mudar. Pelo contrário, viveremos todos os dias a mercê desses devaneios. Não sou contra a loucura, aliás, depende de qual falamos. Porque até a loucura existe nas mais vairadas formas. Temo porém, que essa em que temos vivido não tenha nada de bonito ou libertador.
Quem dera se os consultórios estivessem cheios de loucos sensatos. Do tipo que quebra tabus, e que não se satisfaz com o pouco. Que não se acomoda diante das tragédias que temos vivido. Que acreditam que dias melhores estão por vir, e que isso só depende de nós. Essa sim é a loucura que liberta. Que faz de todos nós seres humanos melhores. Que lamentam por assistir um noticiário que sangra. Que se revolta por ouvir o rádio que traz corrupção nas ondas sonoras. E mais do que isso, que nos faz acreditar que pode ser diferente.
Chega de máscaras. Chega de se conformar com essa sociedade cruel e egoísta, que gira em torno dos próprios interesses. Chega de ternos e gravatas, de olhares distantes. Não precisamos ostentar pose, pelo menos não enquanto o nosso país se destrói. Morremos em cada esquina. Em cada bala perdida. Morremos em corpos frágeis que se vendem. E morremos nos corpos estúpidos que compram os primeiros. É um pouco de cada de nós um que morre com tantas crianças que partem sem conhecer o que há de melhor. Sem frequentar uma escola, sem oportunidade de ser alguém nessa vida. Aos poucos, desaperecemos. Perdemos a dignidade, perdemos o respeito, o amor-próprio. Perdemos o senso do certo e errado. E somos incapazes de nos comover. Inconscientemente, nos tornamos insensíveis. Somos parte do sistema que tanto criticamos. E o apse de toda essa loucura, é não derramar uma lágirma sequer diante da guerra que se trava diante dos nossos olhos.
A guerra pelo poder. Pelo dinheiro, pela fama, pelo status.
A guerra pelo ter.
Onde estão os nobres soldados que vão combater esse exército de hipocrisia e incredulidade?
Onde estão os que vão lutar por amor, por solidariedade, por paz, por liberdade?
É vencendo as batalhas que se ganha uma guerra. E essas estão por toda a parte. São as nossas batalhas cotidianas.
E você pode vencer.
Só você e mais ninguém pode estender a mão à quem precisa. Pode retribuir um sorriso em vez de torcer o nariz. Pode ouvir ao invés de dizer palavras pelas quais vai se arrepender sabe-se lá até quando. Só você pode escolher ver o que há de melhor em tudo e todos, lembrando que dessa forma, ninguém terá tempo pra apontar os seus defeitos.

Chega de ser escravos da rotina. Chega de viver correndo, sem tempo pra olhar o céu, pra curtir a chuva, pra explorar cores e sabores.
Por um momento, seja você mesmo. Faça o que realmente deseja fazer.
Permita que por apenas um momento, o mundo conheça o seu melhor...


...mesmo que pra você isso pareça loucura.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

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"Ao final do dia, quando tudo termina, tudo o que a gente mais quer é estar perto de alguém. Então toda aquela história de querer manter distância e fingir que não nos importamos com os outros, vira besteira. Nós escolhemos com quem queremos permanecer próximos e, uma vez que escolhemos tais pessoas, tendemos a manter contato. Não importa o quanto machuquemos as mesmas, as pessoas que ainda estão conosco no final do dia, são aquelas que valem a pena manter. E claro, às vezes, próximo, pode ser próximo demais. Mas as vezes, aquela invasão de espaço pessoal pode ser exatamente aquilo que precisamos."

Eu escolhi manter você. Mesmo na incerteza de uma reaproximação. A nossa história, o seu caráter, foram suficientes pra manter o seu lugar. Hoje sei que valeu a pena.
Os dias que demoravam a passar, as velhas fotos, a saudade.
As orações... Deus sabe o quanto desejava uma resposta.
As renúncias.
Somos prova viva de que aquilo que realmente é nosso jamais se vai pra sempre. Hoje, sou imensamente grata por estar contigo. Por poder construir uma outra história, ou quem sabe continuar aquela que se perdeu no tempo... Mas indepente disso, desejo felicidade. Dias melhores do que todos os que já vivemos. Desejo mais cumplicidade, mais gargalhadas e lágrimas. Respeito e amor. Desejo você. Assim, exatamente como agora. Porque é desse jeito que eu sinto uma sensação quase que inexplicável.. que não dá pra medir ou descrever. Porque é assim que eu me sinto bem... E por enquanto, isso basta.


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Ao final do dia, quando tudo termina, você está comigo.
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Vale a pena manter.
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O Teu amor me espanta por ser tão incondicional. A Tua maneira de agir me surpreende pela perfeição. O Teu tocar me acalma por tamanha sutileza. A Tua voz chega até mim como doce melodia. E por tudo isso, desejo a Tua presença. Desejo sentir-Te na brisa que toca o meu rosto. Desejo que inunde os meus pensamentos. Pois não há nada melhor que estar contigo. Não há ninguém que me ame mais, que me queira tão bem. Que me aceite com todas as minhas falhas e limitações. Tu sabes das minhas loucuras, dos meus momentos de desespero e insanidade. Sabe os meus desejos e vontades. Tu contemplas os meus piores e melhores dias. Sabes do meu pior defeito e da minha melhor qualidade. Conta as minhas lágrimas derramadas junto do travesseiro. Sabe de todos os meus anseios mesquinhos e egoístas,e ainda assim os ouve. Conheces a minha pequenez, e mesmo assim se importa comigo. Inevitável não te amar Senhor. Impossível não desejar-te mais que o próprio ar. O Senhor não precisa sequer de um fio de cabelo meu, mas me convida pra estar mais perto de Ti todos os dias. Me convida a alcançar o céu e tocar o Teu coração. O que darei eu em troca?
Minha vida...

Meu amor..

Minha gratidão.

Uma alma que anela por Ti.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"E não vos conformei com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus."

Romanos 12:2
..(extraído do Manual da Vida)..



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Há esperança.
O mundo nunca vai estar perdido demais.
O homem nunca vai ser tão cruel ao ponto de que Ele não se conpadeça.
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Ele é o verdadeiro caminho.

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Achegue-se à Ele.

Futuro bem presente..

Vestibular. Mercado de trabalho. Filhos. Ganhar o mundo. Ficar por aqui. Ser alguém melhor, ou simplesmente não sê-lo. Mudar de vida. Mudar de hábitos. Escolher. Decidir. Optar. Um universo inteiro de opções.
Dizem por aí que a gente precisa viver um dia de cada vez. E que o futuro, é algo longíquo demais pra ser digno de ocupar a nossa mente. Quisera eu tomar tais palavras como verdades absolutas, e torná-las um princípio a ser seguido. Quisera eu que o futuro fosse apenas uma multidão de possibilidades remotas, que não precisam ser levadas a sério. Bom, não é o caso. Aliás, se tem um lugar que o futuro (o meu futuro) está longe de ocupar, é aquele bem lá no fundo do palco, onde os olofotes não são capazes de iluminar.
De uns tempos pra cá, pode-se dizer que ele deu pra ser protagonista. E veio com tudo. Ai de quem queira roubar a sua cena. Lá no meio do palco ele se diverte. Constrói seu monólogo numa performance quase impecável. O quase se encaixa por um pequeno detalhe: ele entrou na hora errada. As falas agora interpretadas com tanta convicção deveriam ser ditas pelo menos uns dois anos depois.
Mas tudo bem, já que o senhor espertinho está lá em cima, porque não sentar na primeira fila e curtir o espetáculo? Inquietante. A interpretação me provoca frio na barriga, e faz a minha cabeça girar. Sinto-me como se estivesse em meio há uma torcida enorme, sendo a única a torcer quando todos estão calados. O tal futuro as vezes me espanta. Ele me deixa lá, me remexendo na cadeira, com as mãos suando. Não sei por quanto tempo mais posso vê-lo lá em cima, impetuoso e convicto.
O discurso é um só. Gira em torno de uma infinidade de possibilidades. Aos poucos ele apresenta a minha vida sob perspectivas diferentes. E de repente me vi ali no palco, junto com ele, como se fosse uma marionete daquele personagem persuasivo. Aliás, vi muitas de mim. Petulante! Acha que pode me apresentar a mim mesma?! Mas ele ignorava os meus questionamentos com notável ironia. E minutos depois estava ali, cara a cara comigo mesma. Era só eu e as várias versões de mim. Vi a Débora biológa, com um ar aventureiro, e o mundo todo estava ali ao seu lado. Lugares, matas e mares. Bichos e montanhas que logo se misturavam com o próximo cenário. A mesa bagunçada e cheia de bugingangas revelavam a Débora jornalista. Com lápis na boca a espera de uma nova inspiração. Na mesa ao lado, um tanto mais organizada, me vi mudar de semblante. Séria e concentrada, me via escrevendo nomes estranhos num pedaço de papel branco que levava no rodapé a seguinte inscrição: Dra. Débora Santos.
E as versões pareciam se multiplicar. Quanto mais eu olhava, mas havia pra conhecer de mim mesmo. Do meu futuro. Crianças correndo trombavam em mim. Numeros, teses, redações. Uma parte da minha vida que eu ainda não conheço, muitas que jamais vou conhecer. E entre cada uma delas.. Escolhas! Eis o pesadelo de tudo aquilo. Personagens com uma forte tendência a se tornarem vilões... E pensando nisso, olhei em volta, e percebi que o astro da noite não estava mais em cena. A cada passo que dava, determinada versão de mim me acompanhava. Eu estava no comando. Na verdade sempre estive. Ninguém mais além de mim poderia protagonizar a minha história.
As escolhas se moviam conforme eu queria. Tudo naquele imenso palco respondia aos meus comandos. E quando me dei conta disso, o futuro não ousou mais em aparecer. O presente entrou em cena, e nele, o futuro só existe nos meus pensamentos. E apenas introduz no roteiro, as infinitas possibilidades que só vão se concretizar ao meu sinal.
Os meu passos guiam as minhas escolhas.
O meu futuro se constrói nesse imenso trajeto... E ele não pode me assombrar.
Nada de desespero. Nada de espantos ou passos em falso.
Eu controlo o guidon.


... e não faz mal errar. Há tempo pra voltar atrás e escrever uma nova cena.

sábado, 14 de março de 2009

Fim de semana em família.

Primos, amigos, irmãos. Todas essas definições e tantas outras que ainda não foram capazes de inventar, caberiam aqui. Tudo o que se diz respeito à irmandade e companheirismo, amor e carinho, teria o tamanho exato do nosso sentimento. Do nosso prazer em estarmos juntos.. e simplesmente estar. Sem saber pra onde ir ou que horas voltar... Sem se preocupar com formalidades ou coisas do tipo. Porque é assim que nos sentimos bem.Entrando no carro com vontade de ganhar o mundo, ainda que este seja uma velha escadaria, de uma velha igreja...Com música boa e violão. Com fotos engraçadas e sem nexo onde não cabeira mais ninguém senão nós.
É disso que eu falo. De prazer itnenso nas pequenas coisas. De conversas na mesa sobre assuntos clichês ou sobre a crise mundial. De caras e bocas. Manias e defeitos. Estrada e música alta. Risos e devaneios.
Talvez tudo isso não faça o menor sentido pra você. Mas talvez você não tenha pessoas assim. Pois nada disso, também faria sentido algum pra mim, se não fosse por eles. Se não fosse por cada pedacinho desse grande quebra cabeça chamado família. Onde todos são difrentes, nas cores e formatos. Mas no fim, um não esxiste sem o outro...
Todos se completam.

Isto é amor....

amor incondicional.

Não se explica, não se compra...

Apenas existe, e me faz TÃO bem..!






À todos vocês qeu fazem parte deste grande quebra cabeça.
São parte do meu todo.
Me perderia acaso algum de vocês me faltasse!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Minha terapia.

Desde que me entendo como gente, tenho mania de escrever. Tenho paixão por tudo isso. Seja pelos rabiscos coloridos de gizão de cera, ou pelas primeiras letras grandes, redondas, e um tanto quanto desengonçadas. Seja pelos desenhos esquisitos e fracassados, pelos corações na agenda da escola, pela matéria de português no caderno, ou por essas palavras aqui, que não são escritas da maneira convencional, mas nem por isso perdem o glamour dessa arte que nasceu comigo. Que nasceu em mim.
Escrevo quando tenho e até quando não tenho vontade. Quando tenho uma porção de idéias circulando pela cabeça, ou até quando elas estão de férias. Talvez seja porque ainda quando pareço não escrever nada de sensato ou útil, eu o faço por prazer. Com prazer.
Gosto de falar de sentimentos, dos meus.. e as vezes me arrisco a dar um palpite sobre os alheios. Me atrai falar desse mundo louco em que vivemos, sem medo algum. Com vontade de mudá-lo, de fazer as minhas palavras saltarem da tela e se escancarem pelas esquinas a fora. Me comove falar da vida, da morte. Da alegria e da dor. Citações minhas ou de outrém, no fim tudo se resume em uma coisa só. Minha terapia. Meu jeito de dizer as coisas sem falar. De expor pensamentos, e vontades. A minha maneira sútil de brigar com o mundo inteiro aqui do meu lugar. Um modo de falar o que quero (e não quero), por entrelinhas.
E tudo isso me fascina.
O sabor, a forma e as cores das palavras. A magia de cada texto, ou o encanto das frases incompletas. O desejo de encontrar algo que descreva o que na verdade não pode ser descrito. O medo de ser mal interpretada, mas no fundo, não se importar com isso.
Muito mais do que declarações de uma menina que mal conhece a vida, tudo isso é parte de mim. Dessa vida que ainda tem muito o que me mostrar.Que ainda vai ser inspiração pra tantas palavras, ou o motivo pelo sumiço de todas elas...
Nunca sonhei ser escritora, e acabei descobrindo que já sou uma.
Não, não é prepotência. É certeza de que pra isso, não é necessário ter seu nome estampado em algum best seller por aí... Basta amar, e deixar-se levar pelas próprias vontades. Todo mundo tem um pouco de escritor dentro de si. Acredite, caso alguém lhe peça pra relatar algo que goste, algo sobre você, sobre a vida ou sobre suas convicções, ainda que seja o quanto você sofreu por não ter sido a Rainha da Pipoca, ou por ter perdido o gol decisivo, você vai perceber que escrever é tão simples quanto contar uma história.
É pôr em palavras a vida..
ou pôr vida em palavras.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ajude a salvar o mundo. Recicle.

"O ser humano produz semanalmente, aproximadamente 5kg de lixo.
O Brasil produz 240 mil toneladas de lixo por dia.
Apenas 2% de lixo no Brasil é reciclado.
A poluição tem destruído o mundo."

Sim. Dados reais. Totalmente verídicos. Está nos jornais, nas revistas, na primeira página da internet, nas ruas, em casa, em nós. Em mim e em você. E ainda assim insistimos em contribuir, de maneira um tanto quanto errônea, para que todos esse números aumentem assustadoramente. Mas, não se preocupe, ainda que eu seja a favor da ecossustentabilidade, e todo esse tipo de coisa, não vou fazer um sermão ecológico. Nada de coletas e reciclagem, pelo menos, não do lixo. Desse tipo de lixo.

O ano começa, e já se vêem uma tonelada de coisas acumuladas por aí. Por algum motivo, em algum lugar, alguém as classificou como "lixo". Mas se queres ser menos agressivo, as julgaram como "inúteis", "indesejáveis". Enfim, seja como queira o fato é que elas não servem mais. Alerta: o mundo também é destruído por esse tipo de poluição.
Esse seria um ano como todos os outros, se não fosse por uma descoberta: Auto-reciclagem! Nunca ouviu falar? Tudo bem. Talvez não, mesmo porque, acabei de inventar. Não procure nos dicionários, pois não vais encontrar. Deixe-me explicar, teoricamente, onde quero chegar.
Auto-reciclagem: v.tr.,
fazer a reciclagem de si mesmo.

Simples assim. Nada de falsas promessas que se perdem em menos de uma semana. Nada do velho conceito de que, é necessário abster-se de tudo o que tinha até agora, e começar do zero. Seria desperdício de tempo. Afinal, se não podes aproveitar absolutamente nada do que conquistaras até aqui, sinto infomar-lhe que a sua vida é um tanto quanto inútil. Chega de lixo logo no começo do ano. Acredite, já existe poluição demais no mundo.
O segredo é reciclar.
Hoje, entre pensamentos e palavras que caminham pela minha mente, tento montar, no meio do circuito, uma coleta seletivas. Aquelas coisinhas coloridas que a gente vê espalhadas por aí. Reciclo o que há de melhor em mim. Analiso com cuidado cada momento, defeito e qualidade. Quero as velhas manias, sei que posso torná-las menos irritantes. Quero os desenhos animados, as cartas de amor, a sensibilidade e a inocência. Porém, não quero uma menina no corpo de mulher. Mas quero uma mulher, que possui uma menina em seu corpo.
Reciclo as caras emburradas, os sorrisos amarelos, as palavras em vão. Posso (e devo) melhorá-los.
O mau-humor, as mágoas, os aborrecimentos e a falta de compreensão podem ir pro recipiente preto. Não há porque usá-los.
Quero os amigos, as segundas e sextas-feiras, os domingos em família, a rotina da escola.
Quero amor, perdão, paz, e bem-estar.
Quero Deus. A presença e o mover.
Quero mais de mim. Agora, só o melhor.
E quanto mais reciclo, mais descubro o quanto desse melhor há em mim.
Na verdade, muito disso sempre foi bom, e por algum motivo, no meio do caminho eu acabei estragando. E em vez de simplesmente jogar tudo fora, e abandonar numa esquina qualquer, sei que posso juntá-los, e inová-los. Tudo começa de dentro pra fora. E aos poucos, o que há fora, torna-se o reflexo do que há dentro.
Quase enxergo um mundo diferente.

Faça sua parte. Colabore.
RECILE-SE!
O mundo agradece. E a sua vida também.