domingo, 18 de janeiro de 2009

Minha terapia.

Desde que me entendo como gente, tenho mania de escrever. Tenho paixão por tudo isso. Seja pelos rabiscos coloridos de gizão de cera, ou pelas primeiras letras grandes, redondas, e um tanto quanto desengonçadas. Seja pelos desenhos esquisitos e fracassados, pelos corações na agenda da escola, pela matéria de português no caderno, ou por essas palavras aqui, que não são escritas da maneira convencional, mas nem por isso perdem o glamour dessa arte que nasceu comigo. Que nasceu em mim.
Escrevo quando tenho e até quando não tenho vontade. Quando tenho uma porção de idéias circulando pela cabeça, ou até quando elas estão de férias. Talvez seja porque ainda quando pareço não escrever nada de sensato ou útil, eu o faço por prazer. Com prazer.
Gosto de falar de sentimentos, dos meus.. e as vezes me arrisco a dar um palpite sobre os alheios. Me atrai falar desse mundo louco em que vivemos, sem medo algum. Com vontade de mudá-lo, de fazer as minhas palavras saltarem da tela e se escancarem pelas esquinas a fora. Me comove falar da vida, da morte. Da alegria e da dor. Citações minhas ou de outrém, no fim tudo se resume em uma coisa só. Minha terapia. Meu jeito de dizer as coisas sem falar. De expor pensamentos, e vontades. A minha maneira sútil de brigar com o mundo inteiro aqui do meu lugar. Um modo de falar o que quero (e não quero), por entrelinhas.
E tudo isso me fascina.
O sabor, a forma e as cores das palavras. A magia de cada texto, ou o encanto das frases incompletas. O desejo de encontrar algo que descreva o que na verdade não pode ser descrito. O medo de ser mal interpretada, mas no fundo, não se importar com isso.
Muito mais do que declarações de uma menina que mal conhece a vida, tudo isso é parte de mim. Dessa vida que ainda tem muito o que me mostrar.Que ainda vai ser inspiração pra tantas palavras, ou o motivo pelo sumiço de todas elas...
Nunca sonhei ser escritora, e acabei descobrindo que já sou uma.
Não, não é prepotência. É certeza de que pra isso, não é necessário ter seu nome estampado em algum best seller por aí... Basta amar, e deixar-se levar pelas próprias vontades. Todo mundo tem um pouco de escritor dentro de si. Acredite, caso alguém lhe peça pra relatar algo que goste, algo sobre você, sobre a vida ou sobre suas convicções, ainda que seja o quanto você sofreu por não ter sido a Rainha da Pipoca, ou por ter perdido o gol decisivo, você vai perceber que escrever é tão simples quanto contar uma história.
É pôr em palavras a vida..
ou pôr vida em palavras.

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