sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ajude a salvar o mundo. Recicle.

"O ser humano produz semanalmente, aproximadamente 5kg de lixo.
O Brasil produz 240 mil toneladas de lixo por dia.
Apenas 2% de lixo no Brasil é reciclado.
A poluição tem destruído o mundo."

Sim. Dados reais. Totalmente verídicos. Está nos jornais, nas revistas, na primeira página da internet, nas ruas, em casa, em nós. Em mim e em você. E ainda assim insistimos em contribuir, de maneira um tanto quanto errônea, para que todos esse números aumentem assustadoramente. Mas, não se preocupe, ainda que eu seja a favor da ecossustentabilidade, e todo esse tipo de coisa, não vou fazer um sermão ecológico. Nada de coletas e reciclagem, pelo menos, não do lixo. Desse tipo de lixo.

O ano começa, e já se vêem uma tonelada de coisas acumuladas por aí. Por algum motivo, em algum lugar, alguém as classificou como "lixo". Mas se queres ser menos agressivo, as julgaram como "inúteis", "indesejáveis". Enfim, seja como queira o fato é que elas não servem mais. Alerta: o mundo também é destruído por esse tipo de poluição.
Esse seria um ano como todos os outros, se não fosse por uma descoberta: Auto-reciclagem! Nunca ouviu falar? Tudo bem. Talvez não, mesmo porque, acabei de inventar. Não procure nos dicionários, pois não vais encontrar. Deixe-me explicar, teoricamente, onde quero chegar.
Auto-reciclagem: v.tr.,
fazer a reciclagem de si mesmo.

Simples assim. Nada de falsas promessas que se perdem em menos de uma semana. Nada do velho conceito de que, é necessário abster-se de tudo o que tinha até agora, e começar do zero. Seria desperdício de tempo. Afinal, se não podes aproveitar absolutamente nada do que conquistaras até aqui, sinto infomar-lhe que a sua vida é um tanto quanto inútil. Chega de lixo logo no começo do ano. Acredite, já existe poluição demais no mundo.
O segredo é reciclar.
Hoje, entre pensamentos e palavras que caminham pela minha mente, tento montar, no meio do circuito, uma coleta seletivas. Aquelas coisinhas coloridas que a gente vê espalhadas por aí. Reciclo o que há de melhor em mim. Analiso com cuidado cada momento, defeito e qualidade. Quero as velhas manias, sei que posso torná-las menos irritantes. Quero os desenhos animados, as cartas de amor, a sensibilidade e a inocência. Porém, não quero uma menina no corpo de mulher. Mas quero uma mulher, que possui uma menina em seu corpo.
Reciclo as caras emburradas, os sorrisos amarelos, as palavras em vão. Posso (e devo) melhorá-los.
O mau-humor, as mágoas, os aborrecimentos e a falta de compreensão podem ir pro recipiente preto. Não há porque usá-los.
Quero os amigos, as segundas e sextas-feiras, os domingos em família, a rotina da escola.
Quero amor, perdão, paz, e bem-estar.
Quero Deus. A presença e o mover.
Quero mais de mim. Agora, só o melhor.
E quanto mais reciclo, mais descubro o quanto desse melhor há em mim.
Na verdade, muito disso sempre foi bom, e por algum motivo, no meio do caminho eu acabei estragando. E em vez de simplesmente jogar tudo fora, e abandonar numa esquina qualquer, sei que posso juntá-los, e inová-los. Tudo começa de dentro pra fora. E aos poucos, o que há fora, torna-se o reflexo do que há dentro.
Quase enxergo um mundo diferente.

Faça sua parte. Colabore.
RECILE-SE!
O mundo agradece. E a sua vida também.





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