sexta-feira, 17 de abril de 2015

Inventário Literário - II. O pequeno príncipe - Antoine de Saint-Exupéry, 1943

A LÉON WERTH

Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho uma desculpa séria: essa pessoa grande é o mlehor amigo que possuo nomundo. Tenho uma outra desculpa: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de criança. Tenho ainda uma terceira: essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome  frio. Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças ( mas poucas se lembram disso). Corrijo portanto, a dedicatória:

A LÉON WERTH,
QUANDO ELE ERA PEQUENINO.


Existe dedicatória mais bonita e simples do que essa? Eu nunca vi. E me encantei pelo livro logo pela dedicatória. Sem contar é claro, a capa. E sim, o fato de ser um clássico francês também me impulsionou a lê-lo. Mas não é o fator que pesa mais. Eu já tinha lido várias frases lindas deste livro, sem saber que eram dele. Até que um dia, não lembro exatamente o motivo, resolvi lê-lo. Não é um livro muito grande, então a leitura foi rápida. Mas uma das mais prazerosas que eu já fiz. Do primeiro ao ultimo paragrafo desta obra, tudo me encanta. A simplicidade com que Antoine (se ele permite chamar pelo primeiro nome!) escreve sobre algo tão profundo como a amizade é de me deixar sem tirar os olhos das páginas. Sim, é um livro pra crianças, mas que toca profundamente aos adultos. 

Sou suspeita pra falar qualquer coisa acerca desse livro. Gosto do início ao fim. Das ilustrações, das frases prontas, da delicadeza das composições, da simplicidade da escrita.

Portanto, não tecerei muitos comentários. Me contentarei em reproduzir frases e trecos que falam por si só.

- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem!   

- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas! 


A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

-Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante.

Tu não és para mim senão uma pessoa inteiramente igual a cem mil outras pessoas. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...

- Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.
Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.

Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz.
Quanto mais a hora for chegando,mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas então,estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade

É preciso exigir de cada um, o que ele pode dar. A autoridade repousa sobre a razão.

Eis o meu segredo: é muito simples, só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

- Se já construístes castelos de areia no ar, não te envergonhes deles, constroe agora os alicerces.

- Há vitórias que exaltam, outras que corrompem;
derrotas que matam, outras que DESPERTAM. 

- Feliz é aquele que descobre que a beleza de um deserto é que ele esconde um poço.

A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar.

 - Claro que eu vou te machucar. Claro que você vai me machucar. É claro que vamos machucar uns aos outros. Mas esta é a própria condição de existência. Para se tornar primavera, significa aceitar o risco de inverno. Para tornar-se presença, significa aceitar o risco de ausência.

- As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas,e é cansativo para as crianças estar a toda hora explicando.


 


Para sempre Alice

Inspirado no filme Para sempre Alice (2014), dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland.

O filme provocou um furacão em mim. Senti meu coração pulsar forte, como há muito tempo não sentia. O vento forte revirou sentimentos e pensamentos. E eles ainda flutuam pelo ar...

Alice. Bem sucedida, culta, mãe, professora e esposa. Mas humana.... como cada um de nós. E como todo humano, não escapou das mazelas da vida. 50 anos, muito para alguns, mas pouco para o Alzheimer. Ele não se importou... Tomou conta da sua mente e corpo. Mas não da sua alma...

Alice, que dominava a arte de perder, e perder até a própria identidade, descobriu que não importa o quanto a vida nos leve, algo sempre fica. E no final, quando não sabemos sequer quem somos, só nos resta uma coisa: o amor. E todas as pessoas que em em algum momento o tornaram algo real.

É tudo sobre o amor.

 Para Alice restou a a alma. E por isso, não lhe faltou o amor. Porque ao contrário do que pensam, ele não reside no coração, que também pode ser, em algum momento, tirado de nós...
Mas na alma.
Para sempre Alice.
Para sempre amor.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Pra (mim) quem escrevo?

Sempre gostei de blogs, colunas, contos e todo tipo de texto alternativo. Sem regras, que surgem de uma fala cotidiana, da aparência do céu ou da notícia na TV. Hoje mesmo, li alguns textos interessantíssimos e fico admirada com a capacidade de muitos, em se expressar com as palavras. Do seu jeito, com a sua opinião.

E aí, entre um site e outro, pensei: "e o meu blog?". E quando me dei conta, já não sabia o login ou a senha. Algumas trocas de emails com o Sr. Google, e finalmente consegui acessar minhas postagens. E o que encontro? Uma data assustadora: 18 de julho de 2013. Como assim? Quando foi que escrever deixou de ser prioridade? Não sei. E isso me levou a pensar em como as vezes o trabalho, o celular, a cabeça cheia nos afasta do que somos. Sim, porque não sou marionete da vida, não sou dessas escravas da rotina. E se é isso que sou, porque passo tanto tempo fazendo coisas tão banais, que me afastam da minha essência. Não sei.

E entre essas perguntas sem respostas, decidi que a partir de hoje escrevo pra mim. Sim, pra mim e mais ninguém. Entrarei aqui pra contar minha ideias, revisar meu dia, meus pequenos (des)acontecimentos. Não importa a quem agrade. 


Não desejo ser uma blogueira famosa.
Não desejo postagens com milhões de acesso.

Desejo apenas escrever...

E ser escrevista de mim mesma.
 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A sistematização da igreja... e do evangelho!

Esse é um daqueles textos que se escreve num "insight". O meu, foi enquanto a água do chuveiro caía sobre a minha cabeça...

Pergunte pra qualquer pessoa o que ela é pensa de um cristão, e ficará surpreso com a resposta. É impressionante o que as pessoas podem dizer quando têm uma imagem deturpada sobre algo ou alguém. A culpa disso? Não sei ao certo. Se é que é realmente possível apontar um culpado, eu arriscaria condenar a sistematização. Sim, a igreja funciona de maneira sistêmica, tal como qualquer outra organização capitalista. Se alguém discordar, me apresente por favor, uma igreja que não tenha uma hierarquia, uma conta bancária, que não preste contas aos seus membros, que não tenha "funcionários" com ou sem aspas (porque há quem literlamente seja um funcionário, com carteira assinada e salário no fim do mês), que não tenha todos esses elementos comuns à uma empresa. "Ah, mas se não fosse dessa forma, tudo seria uma bagunça!", alguém pode pontuar. Sim. Apesar de que as igrejas primitvas sobreviviam tranquilamente sem toda essa estrutura que criamos hoje. Mas considerando que, no mundo atual, seja sim, necessário que a igreja se transforme numa organização, eu apontaria que isso, por si só, não constitui a raiz do problema. O erro começa quando expandimos a sistematização para o evangelho. Assim como as empresas não contratam alguém que não se encaixa no perfil desejado, as igrejas passaram a oferecer o evangelho apenas para aqueles que se encaixam no perfil da membresia, e que podem, de alguma forma, oferecer algo em troca. 

Percebem o quão horrível isto é? Pregamos o evangelho da graça, anunciamos um Jesus que morreu por todos, que carregou sobre si as dores de todos, mas na prática, descaradamente, negamos o Cristo Salvador, e privatizamos seu sacrifício. Oferecemos o evangelho para uns e para outros não. E pior, o vendemos pelos preços mais banais. Prosperidade, vida sentimental, e tantas outras coisas, que não condizem com a Verdade. Esquecemos, ou melhor, riscamos das Escrituras o versículo que aprendemos nos primeiros passos de nossa caminhada cristã: "porque Deus amou o mundo de tal maneira, e deu o seu único filho, para que TODO aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna". O TODO, infelizmente, virou ALGUNS...

E hipocritamente, vivemos o nosso próprio evangelho. E cegamente, afastamos as pessoas da Verdade, ao pregar a nossa mentira. Sim, novas estratégias de evangelização são necessárias para alcançar um mundo moderno, com princípios, problemas e valores diversos daqueles que conhecíamos. Mas não se sistematiza a essência de nossa crença. Não se vende salvação. E não se faz do Verbo, adjetivo que muda conforme os interesses de um povo que se diz cristão, mas que de fato, não conhece a raiz dessa palavra...

Chega de hipocrisia, e arrogância.
Sejamos todos pequenos Cristos.!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Inventário Literário - I. Ele escolheu os cravos, Max Lucado

"Sou apaixonada por livros. Ou melhor, por leitura. Mas a de livros, em especial. Acho incirível um objeto simples ser detentor de tanto conhecimento, ser um portal para pensamentos e viagens. Já li vários livros, tantos que talvez hoje eu não saiba citar todos. O que é uma pena. Eu já li tantas frases lindas, tantos livros interessantes, mas não me lembro de todos. E pra que isso não aconteça mais, pra que eles não caiam mais no esquecimento, eis que crio o Inventário Literário. Obviamente o objetivo não é só enumerar os livros que já li (não me contentaria com tão pouco!). Mas pretendo deixar algumas frases, fazer alguns comentários, e talvez até, relatar algumas sensações que a leitura me trouxe. E assim, guardarei o que esse hábito tão prazeroso me traz de bom."

O primeiro livro à estreiar o inventário não é o meu favorito, apesar de estar entre eles. É a minha leitura mais recente. Sempre ouvi falar sobre o norte-americano Max Lucado. Muitos o tem como o melhor autor evangélico. Ele já publicou mais de setenta livros, e alguns deles foram publicados no Brasil. 'Ele escolheu os cravos' é um deles. Baixei vários livros do autor e escolhi qual ler primeiro tão somente pelo titulo que mais me chamou a atenção. Sim, parece superficial, mas eu ainda escolho alguns livros pelas capas chamativas e pelos títulos intensos.

Ele escolheu os cravos - Max Lucado, 2006

"Demore-se no Monte do Calvário. Deslize os dedos pela madeira e pressione o CRAVO contra sua mão. Prove o gosto do vinagre e sinta o aperto do ESPINHO em sua fronte. Apalpe a espessa poeira, úmida como sangue de Deus. Deixe os instrumentos de TORTURA falarem a sua história. Ouça enquanto eles revelam o que Deus fez para ganhar o seu CORAÇÃO."

Este é o trecho da contra-capa do livro. Forte, intenso e comovente. Características que definem o restante do livro, que, é uma descrição linda e inédita (ao meu ver!) do amor incondicional de Deus demosntrado na cruz. O autor mostra através de cada símobolo da crucificação, a mensagem que Deus queria nos deixar. E com cada mensagem, uma promessa. Do cuspe do soldado ao tumúlo vazio, ele relata com uma sensibilade insigne o momento mais doloroso da vida de Cristo. Em tudo o que Deus faz, há sempre um propósito. Ainda que a sombra de algo ou alguém, o propósito está ali. No calvário não foi diferente. Cada detalhe foi pensado por Deus. O momento em que Ele entregou seu próprio filho à morte foi minuciosamente planejado para que, eu e você pudéssemos alcançar não só salvação e remissão de pecados, mas muitas outras promessas.
O livro nos leva a pensar nessa imensidão que só encontramos no amor de Deus. Amor que alcançou não só uns ou outros, mas todos. Amor demonstrado "de tal maneira", que levou o unigênito à morte. Amor pelos que amaram, pelos que obedeceram, pelos que permanceram. E amor pelos que zombaram, pelos que cuspiram, pelos que duvidaram. Amor pelo mundo. Pelos que estavam nele e por aqueles (como eu e você) que ainda viriam. Amor que me constrange. E que me leva a pensar o que tenho feito em troca? Será que temos dito ao menos "obrigado" àquele que sofreu e morreu a pior morte em favor de nós? Ou temos simplesmente virado as costas para a cruz, e seguido o nosso caminho? Infelizmente, é o que temos feio muitas vezes. Ignoramos o sacrifício. Retiramos o seu valor. Mas leiutras como esta, fazem arder em meu coração um desejo enorme de achegar-me ao Pai e dizer a Ele o quanto sou grata pela cruz. Pois foi nela, por meio da dor, do sangue e do sofrimento, que eu fui liberta, e hoje tenho livre acesso ao Deus verdadeiro.

"O padrão de santidade não pode ser encontrado entre os porcos cochos da terra, mas no trono celestial. O próprio Deus é o padrão. AquEle que é sem pecado tomou forma de pecador para que nós, pecadores, pudéssemos nos tornar santos."
 [Ele era sem mácula. E foi envergonhado, tratado como pecador, para que nós pudéssemos ser santos.]

"Ele sabia que a fonte de todos aqueles pecados era você
e, uma vez que Ele não poderia suportar a eternidade sem 
a sua compnhia, Ele escolheu os cravos."
[Consegue perceber a profundidade desta frase? 
Deus não precisa de mim, de você ou de qualquer outro ser humano.
 Ele é soberano. Mas Ele escolheu estar ao nosso lado,
 porque não suportaria viver sem a sua criação.
 E o preço da nossa companhia? Os cravos.]
                                         
"Entre suas mãos e a cruz havia uma lista.
Uma longa lista.
A lista de nossos enganos, 
luxúria e mentiras,
momentos de cobiça e anos pródigos.
A lista de nossos pecados."
[Quão extensa é a tua lista? Não podes medir? 
Não importa.
Seja qual for o tamanho ela foi pregada e 
rasgada na cruz com Cristo.]

"Não há um pessoa sequer que Deus não posso usar."
[ O próprio Pilatos foi usado por Deus. 
Ele pode usar a quem lhe convir. Fique atento!
A pessoa que você tanto repudia pode ser um instrumento 
de Deus na sua vida.]

"Uma coisa é não compreender a mensagem de sua 
esposa sobre como limpar a casa. 
Outra completamente diferente é não compreender
 a mensagem de Deus sobe o destino de sua vida."
[Ele tem transmitido a mensagem. Será que estamos receptivos?]

"Deus oferece opções eternas, e estas escolhas 
possuem consequências eternas."
[Eis que tudo nessa vida baseia-se em nossas escolhas.
Deus não nos obriga a nada. Ele nos oferece as melhores opções.
As que são duradouras e nos conduzem ao caminho da salvação. 
Mas a escolha é tão somente nossa...]

"Há momentos em que Deus envia trovões para nos sacudir.
Há momentos em que Deus manda bençãos para nos alegrar.
Então há momentos quando Deus nada manda além de silêncio,
enquanto nos honra com a liberdade de escolha do local onde 
passatemos a eternidade."

"Se o orgulho prece à queda, então a vergonha é o que 
nos impede de levantar após a queda."
[As vezes nos achamos bons demais para depender de Deus. 
E em outras tantas, achamo-nos ruins demais para sermos
dignos de estarmos diante dEle. Em ambas as opções estamos 
distantes do Senhor. A primeira nos afasta, e a segunda nos 
mantém afastados. Mas Deus, não importa o momento ou o
 sentimento que ronda o nosso coração, nos quer perto.]

"Vestimentas podem simbolixar o caráter, e, assim como suas vestes, o caráter
de Jesus era sem costuras. Coordenado. Único.
Ele era como o seu manto:
perfeição ininterrupta."
[E o melhor disso? Ele nos ofereceu as suas vestes.]

"Mas no horror de sua carne rasgada,
encontramos o esplendor da porta aberta."
[Assim com sua carne, o véu do Templo se rasgou.
E por meio de tanta dor, nos foi dado LIVRE acesso ao Pai.]

"Mas a nossa tendência é levantar barreiras. Embora o véu
não exista mais, há um véu em nosso coração."
[O que nos afasta de Deus hoje? Nós mesmos.]

"Ele entendia Jesus? Não.
Ele estava feliz com o que Jesus havia feito? Não.
Mas ele abandonou Jesus? Não. (...)
João escolheu permancer. E, porque ele permaneceu
no sábado, estava por perto no sábado, 
estava por perto  no domingo para ver o milagre."
[É esta a expressão do amor verdadeiro: permancer.
Independente das circunstâncias ou da compreensão.
Apenas permanecer, por amor.] 

"Ninguém pode perceber com exatidão o poder da fé, 
a menos que a vivencie em eu próprio coração" 
João Calvino

"E somos deixados com as relíquias de sua morte.
Três cravos em uma caixa.
Sombra de três cruzes.
Uma coroa de espinhos com gostas de sangue."
[O que temos feito com essas relíquias?]

"Cada erro na vida é cmo um carrapicho. A pessoa
não consegue viver sem cair, e é impossível cair e ficar ileso.  (...)
Algumas vezes tentamos voltar para o jogo sem usar as fitas adesivas. 
É como se não desejássemos que as pessoas soubessem que
caímos, e então fingimos que nada aconteceu,
Consequentemente, vivemos em dor. Não 
conseguimos andar direito, dormir direito, descansar.
E, ah, como ficamos suscetíveis."

"O primeiro passo após a queda precisa
ser em direção à cruz."
[Para onde temos caminhado?]

"Preocupado com seus momentos finais? 
Deixe-os ao pés da cruz." 

"Aquele que nem mesmo a seu próprio filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?"
Rm. 8.32




                                            

quarta-feira, 27 de junho de 2012

.Lições para uma possível filha.

Uma vez li um texto que falava sobre 26 lições que a autora gostaria que a sua filha aprendesse. Achei estranho e curioso. Dar conselhos a alguém que está ao nosso lado já é difícil, imagina só pra alguém que sequer nasceu?! Mas confesso que o texto é bem interessante e chamou a minha atenção. Por que não fazer uma listinha pra não se esquecer de nada que você já aprendeu nessa vida, e que deseja veemente que a sua futura geração aprenda?! Eu sei que dizem por aí que se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia. Mas, ainda assim, insistimos em doá-los com o maior prazer. E tenho certeza de que vou ser dessas mães que passará horas a fio sentada na cabeceira da cama da filha, ouvindo histórias de amor eterno que acabarão no dia seguinte, de beijos em príncipes que viraram sapos (porque o inverso, cá pra nós, só em conto de fadas!) e de todas as outras histórias incríveis que ela queira me contar. Sei que nem sempre terei conselhos na ponta da língua para repassar. Sei também que, mesmo que os tenha, nem sempre eles servirão. Afinal, ninguém vive da mesma  maneira. Cada pessoa passa por determinada situação do seu próprio jeito. E cada situação desperta sentimentos diferentes... Impossível repassar uma fórmula correta para não morrer de amores pelo cara errado, tampouco para viver pelo certo. Então, conselhos na verdade, nada mais são do que uma forma de externar as próprias experiências. Quando já passamos por algo parecido sentimos a necessidade de falar, de alertar. É uma tentativa de transferir os aprendizados de uma experiência única. E apenas tentativa... porque certas coisas nessa vida são, de fato, intransferíveis. Mas vamos as lições que eu gostaria que a Beatriz, a Laura (ou nenhuma delas!) aprendesse...


1. No mundo sempre haverá mocinhos e vilões. E diferente do que a TV mostra, nem sempre os mocinhos têm um "felizes para sempre". É a realidade, mas apesar disso, você pode escolher não conformar-se com ela.
2. Princípes encantados não existem. Mas nunca deixe de procurar aquele que será na sua história, tão digno do seu amor quanto o príncipe do seu conto de fadas preferido é digno do amor da donzela.
3. Sorria. Não há nada que te deixe mais linda.
4. Sorria. Não há nada que deixe o dia alguém tão lindo.
5. Nunca gaste tempo com um amor mal-correspondido. Aliás, se afaste de qualquer coisa que tenha a palavra “mal” no nome. (esse pertence ao texto que citei no início. Achei ótimo!)
6. Nunca mude suas roupas para agradar alguém. As pessoas que realmente valem à pena gostarão de você de chinelo e camisa surrada.
7. Não beije todos os caras que sentir vontade. A maioria deles vai querer apenas o seu beijo e nada mais. E acredite, no fim das contas, os números não dizem nada.
8. Jamais menospreze os sentimentos de outra pessoa. Se você não pode correspondê-los, seja gentil. Se não puder, apenas se afaste.
9. Tenha amigos. Se tiver muitos, desconfie. Amigos de verdade são raros. Se tiver poucos, valorize-os. Amigos de verdade são raros.
10. E quanto a estes amigos, não os escolha pelo o que eles aparentam ser, mas por aquilo que eles são em sua essência.
11. Não espalhe seus segredos e sentimentos a qualquer um. Muitas vezes, sua melhor confidente será você mesma.
12. Você vai sofrer por um ou dois amores. Nem sempre a culpa será dele. Se for sua, reconheça e peça perdão. E chore pelo tempo que for necessário. E somente o necessário. Pois a vida segue.
13. Saiba admirar as coisas simples. O pôr-do sol, o barulho do mar, o vento no seu rosto. São essas coisas que tornam a vida mais leve.
14. Quando você não souber falar dos seus sentimentos, escreva-os. Mas não prive as pessoas de saber aquilo que você sente. Talvez elas estejam esperando por isso.
15. E falando em esperar, jamais espere a atitude de terceiros. Se você pode fazer, faça. Ainda que não seja você a culpada, peça perdão, e perdoe. Isso te dará noites de sono agradáveis.
16. Você conhecerá muitas pessoas ruins. Mas não deixe que isso te impeça de conhecer as pessoas boas que certamente passarão por você. Quanto as ruins, não as julgue por isso, as pessoas mudam. Quanto as boas, queira-as sempre por perto.
17. Afaste-se de gente mau-humorada e ranzinza. Elas podem acabar com o seu dia.
18. Não gaste seu tempo lamentando-se demais pelas coisas/pessoas que perder. Gaste seu tempo valorizando todas as outras que ainda te restam.
19. Sempre que puder, enxugue as lágrimas de alguém. Não há gesto mais nobre. (aprendi quando alguém enxugou as minhas!)
20. Cuidado com o ciúmes excessivo. Apenas pessoas egoístas cultivam esse sentimento. Além do mais, aquilo for realmente seu, não vai te deixar.
21. A boca fala aquilo que o coração está cheio. Quando estiver com raiva tranque a porta do quarto e grite apenas com você. Se não puder, cale-se. Pois nessas horas você poderá dizer algo que machucará as pessoas que te amam. 
22. Gaste menos tempo em frente a TV e ao computador. Na maioria das vezes eles não te acrescentarão nada. Então, troque-os por livros. Eles te dão algo que ninguém pode roubar de você: conhecimento.
23. E falando em livros, leia O pequeno princípe. Se for como eu, você se encantará por cada palavra escrita nele. Se não guarde isso: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
24. Não passe a vida acreditando que a felicidade é algo assim tão difícil de ser alcançado. A vida é feita de pequenas felicidades, e todas elas juntas, formam isso que as pessoas tanto procuram... Permita-se vivê-las.
25. E pra não dizer que eu não falei sobre o seu grande amor, desejo que o encontre. E não se engane. Não será aquele que você sentirá desesperadamente vontade de estar perto. Não será aquele que você não encontrará nenhum defeito. Esse será sua paixão. Amor mesmo, será quando por aquele que te fizer escolher passar todos os seus dias com ele. Apesar dos defeitos, das brigas, e de todo o resto, você desejará compartilhar a sua vida com ele. E lembre-se, é uma escolha.
26. Caso você não guarde nada do que disse até agora, guarde apenas este: quando tudo parecer dificil, e não houver ninguém ao seu lado, corra para perto de Deus. Ele é o único que vai estar ao seu lado sempre, não importa a pessoa que você se torne. E ele, melhor do que ninguém, saberá o que é melhor pra você.


(provavelmente muitas outras lições me virão à cabeça a medida em que vivo! Se lembrar, postarei!)



terça-feira, 26 de junho de 2012

... ao som de Hilsong United...



E em algum momentos me sinto assim. Vazia, perdida. Não enxergo um palmo sequer diante dos meus olhos. E assim, fica dificil dar o próximo passo. Então me sento. E fico aqui, parada. Sozinha. Enrolo o próprio cabelo nos dedos. Escrevo palavras soltas no chão. Divago nos próprios pensamentos. Imagino-me sentada na areia da praia, ouvindo o barulho do mar. Sinto o vento batendo em meu rosto... Não é tão desesperador assim não saber o que fazer. Nós é que não nos permitimos viver momentos de pouca lucidez. Queremos ter o controle de tudo, e esquecemos que na verdade, não temos o controle de nada. E enquanto estou aqui, apenas sentada, permito-me ver o tempo passar. Que mal há em não saber qual será o próximo passo? Não preciso saber. Não agora. Quero ficar aqui. Apenas observando... Ouvindo o doce som do silêncio. Quando a neblina passar, estarei pronta pra me levantar. E seguir em frente...