Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho uma desculpa séria: essa pessoa grande é o mlehor amigo que possuo nomundo. Tenho uma outra desculpa: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de criança. Tenho ainda uma terceira: essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome frio. Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças ( mas poucas se lembram disso). Corrijo portanto, a dedicatória:
A LÉON WERTH,
QUANDO ELE ERA PEQUENINO.
Existe dedicatória mais bonita e simples do que essa? Eu nunca vi. E me encantei pelo livro logo pela dedicatória. Sem contar é claro, a capa. E sim, o fato de ser um clássico francês também me impulsionou a lê-lo. Mas não é o fator que pesa mais. Eu já tinha lido várias frases lindas deste livro, sem saber que eram dele. Até que um dia, não lembro exatamente o motivo, resolvi lê-lo. Não é um livro muito grande, então a leitura foi rápida. Mas uma das mais prazerosas que eu já fiz. Do primeiro ao ultimo paragrafo desta obra, tudo me encanta. A simplicidade com que Antoine (se ele permite chamar pelo primeiro nome!) escreve sobre algo tão profundo como a amizade é de me deixar sem tirar os olhos das páginas. Sim, é um livro pra crianças, mas que toca profundamente aos adultos.
Sou suspeita pra falar qualquer coisa acerca desse livro. Gosto do início ao fim. Das ilustrações, das frases prontas, da delicadeza das composições, da simplicidade da escrita.
Portanto, não tecerei muitos comentários. Me contentarei em reproduzir frases e trecos que falam por si só.
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem!
A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
Sou suspeita pra falar qualquer coisa acerca desse livro. Gosto do início ao fim. Das ilustrações, das frases prontas, da delicadeza das composições, da simplicidade da escrita.
Portanto, não tecerei muitos comentários. Me contentarei em reproduzir frases e trecos que falam por si só.
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem!
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas!
A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
-Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante.
Tu não és para mim senão uma pessoa inteiramente igual a cem mil outras
pessoas. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de
mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás
pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
- Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.
Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.
Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.
Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz.
Quanto mais a hora for chegando,mais eu me sentirei feliz. Às quatro
horas então,estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade
É preciso exigir de cada um, o que ele pode dar. A autoridade repousa sobre a razão.
Eis o meu segredo: é muito simples, só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- Se já construístes castelos de areia no ar, não te envergonhes deles, constroe agora os alicerces.
- Há vitórias que exaltam, outras que corrompem;
derrotas que matam, outras que DESPERTAM.
derrotas que matam, outras que DESPERTAM.
- Feliz é aquele que descobre que a beleza de um deserto é que ele esconde um poço.
A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar.
- Claro que eu vou te machucar. Claro que você vai me machucar. É claro
que vamos machucar uns aos outros. Mas esta é a própria condição de
existência. Para se tornar primavera, significa aceitar o risco de
inverno. Para tornar-se presença, significa aceitar o risco de ausência.
- As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas,e é cansativo para as crianças estar a toda hora explicando.
Nenhum comentário:
Postar um comentário