"Sou apaixonada por livros. Ou melhor, por leitura. Mas a de livros, em especial. Acho incirível um objeto simples ser detentor de tanto conhecimento, ser um portal para pensamentos e viagens. Já li vários livros, tantos que talvez hoje eu não saiba citar todos. O que é uma pena. Eu já li tantas frases lindas, tantos livros interessantes, mas não me lembro de todos. E pra que isso não aconteça mais, pra que eles não caiam mais no esquecimento, eis que crio o Inventário Literário. Obviamente o objetivo não é só enumerar os livros que já li (não me contentaria com tão pouco!). Mas pretendo deixar algumas frases, fazer alguns comentários, e talvez até, relatar algumas sensações que a leitura me trouxe. E assim, guardarei o que esse hábito tão prazeroso me traz de bom."
O primeiro livro à estreiar o inventário não é o meu favorito, apesar de estar entre eles. É a minha leitura mais recente. Sempre ouvi falar sobre o norte-americano Max Lucado. Muitos o tem como o melhor autor evangélico. Ele já publicou mais de setenta livros, e alguns deles foram publicados no Brasil. 'Ele escolheu os cravos' é um deles. Baixei vários livros do autor e escolhi qual ler primeiro tão somente pelo titulo que mais me chamou a atenção. Sim, parece superficial, mas eu ainda escolho alguns livros pelas capas chamativas e pelos títulos intensos.
Ele escolheu os cravos - Max Lucado, 2006
"Demore-se no Monte do Calvário. Deslize os dedos pela madeira e pressione o CRAVO contra sua mão. Prove o gosto do vinagre e sinta o aperto do ESPINHO em sua fronte. Apalpe a espessa poeira, úmida como sangue de Deus. Deixe os instrumentos de TORTURA falarem a sua história. Ouça enquanto eles revelam o que Deus fez para ganhar o seu CORAÇÃO."
Este é o trecho da contra-capa do livro. Forte, intenso e comovente. Características que definem o restante do livro, que, é uma descrição linda e inédita (ao meu ver!) do amor incondicional de Deus demosntrado na cruz. O autor mostra através de cada símobolo da crucificação, a mensagem que Deus queria nos deixar. E com cada mensagem, uma promessa. Do cuspe do soldado ao tumúlo vazio, ele relata com uma sensibilade insigne o momento mais doloroso da vida de Cristo. Em tudo o que Deus faz, há sempre um propósito. Ainda que a sombra de algo ou alguém, o propósito está ali. No calvário não foi diferente. Cada detalhe foi pensado por Deus. O momento em que Ele entregou seu próprio filho à morte foi minuciosamente planejado para que, eu e você pudéssemos alcançar não só salvação e remissão de pecados, mas muitas outras promessas.
O livro nos leva a pensar nessa imensidão que só encontramos no amor de Deus. Amor que alcançou não só uns ou outros, mas todos. Amor demonstrado "de tal maneira", que levou o unigênito à morte. Amor pelos que amaram, pelos que obedeceram, pelos que permanceram. E amor pelos que zombaram, pelos que cuspiram, pelos que duvidaram. Amor pelo mundo. Pelos que estavam nele e por aqueles (como eu e você) que ainda viriam. Amor que me constrange. E que me leva a pensar o que tenho feito em troca? Será que temos dito ao menos "obrigado" àquele que sofreu e morreu a pior morte em favor de nós? Ou temos simplesmente virado as costas para a cruz, e seguido o nosso caminho? Infelizmente, é o que temos feio muitas vezes. Ignoramos o sacrifício. Retiramos o seu valor. Mas leiutras como esta, fazem arder em meu coração um desejo enorme de achegar-me ao Pai e dizer a Ele o quanto sou grata pela cruz. Pois foi nela, por meio da dor, do sangue e do sofrimento, que eu fui liberta, e hoje tenho livre acesso ao Deus verdadeiro.
"O padrão de santidade não pode ser encontrado entre os porcos cochos da terra, mas no trono celestial. O próprio Deus é o padrão. AquEle que é sem pecado tomou forma de pecador para que nós, pecadores, pudéssemos nos tornar santos."
[Ele era sem mácula. E foi envergonhado, tratado como pecador, para que nós pudéssemos ser santos.]
"Ele sabia que a fonte de todos aqueles pecados era você,
e, uma vez que Ele não poderia suportar a eternidade sem
a sua compnhia, Ele escolheu os cravos."
[Consegue perceber a profundidade desta frase?
Deus não precisa de mim, de você ou de qualquer outro ser humano.
Ele é soberano. Mas Ele escolheu estar ao nosso lado,
porque não suportaria viver sem a sua criação.
E o preço da nossa companhia? Os cravos.]
"Entre suas mãos e a cruz havia uma lista.
Uma longa lista.
A lista de nossos enganos,
luxúria e mentiras,
momentos de cobiça e anos pródigos.
A lista de nossos pecados."
[Quão extensa é a tua lista? Não podes medir?
Não importa.
Seja qual for o tamanho ela foi pregada e
rasgada na cruz com Cristo.]
"Não há um pessoa sequer que Deus não posso usar."
[ O próprio Pilatos foi usado por Deus.
[ O próprio Pilatos foi usado por Deus.
Ele pode usar a quem lhe convir. Fique atento!
A pessoa que você tanto repudia pode ser um instrumento
de Deus na sua vida.]
"Uma coisa é não compreender a mensagem de sua
esposa sobre como limpar a casa.
Outra completamente diferente é não compreender
a mensagem de Deus sobe o destino de sua vida."
[Ele tem transmitido a mensagem. Será que estamos receptivos?]
"Deus oferece opções eternas, e estas escolhas
possuem consequências eternas."
[Eis que tudo nessa vida baseia-se em nossas escolhas.
Deus não nos obriga a nada. Ele nos oferece as melhores opções.
As que são duradouras e nos conduzem ao caminho da salvação.
Mas a escolha é tão somente nossa...]
"Há momentos em que Deus envia trovões para nos sacudir.
Há momentos em que Deus manda bençãos para nos alegrar.
Então há momentos quando Deus nada manda além de silêncio,
enquanto nos honra com a liberdade de escolha do local onde
passatemos a eternidade."
"Se o orgulho prece à queda, então a vergonha é o que
nos impede de levantar após a queda."
[As vezes nos achamos bons demais para depender de Deus.
E em outras tantas, achamo-nos ruins demais para sermos
dignos de estarmos diante dEle. Em ambas as opções estamos
distantes do Senhor. A primeira nos afasta, e a segunda nos
mantém afastados. Mas Deus, não importa o momento ou o
sentimento que ronda o nosso coração, nos quer perto.]
"Vestimentas podem simbolixar o caráter, e, assim como suas vestes, o caráter
de Jesus era sem costuras. Coordenado. Único.
Ele era como o seu manto:
perfeição ininterrupta."
[E o melhor disso? Ele nos ofereceu as suas vestes.]
"Mas no horror de sua carne rasgada,
encontramos o esplendor da porta aberta."
[Assim com sua carne, o véu do Templo se rasgou.
E por meio de tanta dor, nos foi dado LIVRE acesso ao Pai.]
"Mas a nossa tendência é levantar barreiras. Embora o véu
não exista mais, há um véu em nosso coração."
[O que nos afasta de Deus hoje? Nós mesmos.]
"Ele entendia Jesus? Não.
Ele estava feliz com o que Jesus havia feito? Não.
Mas ele abandonou Jesus? Não. (...)
João escolheu permancer. E, porque ele permaneceu
no sábado, estava por perto no sábado,
estava por perto no domingo para ver o milagre."
[É esta a expressão do amor verdadeiro: permancer.
Independente das circunstâncias ou da compreensão.
Apenas permanecer, por amor.]
"Ninguém pode perceber com exatidão o poder da fé,
a menos que a vivencie em eu próprio coração"
João Calvino
"E somos deixados com as relíquias de sua morte.
Três cravos em uma caixa.
Sombra de três cruzes.
Uma coroa de espinhos com gostas de sangue."
[O que temos feito com essas relíquias?]
"Cada erro na vida é cmo um carrapicho. A pessoa
não consegue viver sem cair, e é impossível cair e ficar ileso. (...)
Algumas vezes tentamos voltar para o jogo sem usar as fitas adesivas.
É como se não desejássemos que as pessoas soubessem que
caímos, e então fingimos que nada aconteceu,
Consequentemente, vivemos em dor. Não
conseguimos andar direito, dormir direito, descansar.
E, ah, como ficamos suscetíveis."
"O primeiro passo após a queda precisa
ser em direção à cruz."
[Para onde temos caminhado?]
"Preocupado com seus momentos finais?
Deixe-os ao pés da cruz."
"Aquele que nem mesmo a seu próprio filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?"
Rm. 8.32
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