"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa
Atravessar muitas vezes pode ser assustador. Não sabemos o que nos espera do outro lado. Não sabemos se a travessia será calma ou turbulenta. Apesar da certeza de que é necessário ir, o medo nos paralisa. Afinal atravessar, significa largar na margem aquilo que deixará o corpo pesado demais para a viagem. É preciso abrir a mala e rever o que realmente deve permanecer. Os livros velhos que estão tão novos por nunca terem sido lidos. As roupas com cheiro de mofo e etiqueta pregada. Os amigos que já não sabem mais o seu nome, ou não lembram do seu sorriso. As mágoas, o remorso, a raiva e os seus companheiros. Tudo isso tornará o caminho mais árduo, e a mudança mais dolorida. Então ao invés de se perguntar "porque não levar? É tão pequeno", pensemos: "porque não deixar? É mesmo tão pequeno".
Mudar é antes de tudo praticar o desapego. Tudo aquilo que prende os nossos pés à margem não nos faz bem. Tudo o que nos impede de prosseguir, não merece ser levado conosco. É preciso desapegar-se dos maus hábitos, das caras fechadas, dos meios sorrisos e das meias verdades. Aí sim, depois de colocar para a fora os "males de estimação", dê um passo a frente. Pois é só isto que basta para sair do lugar. E depois do primeiro, é possível continuar. Um passo de cada vez, para que nada passe desapercebido. Para que todas as emoções sejam sentidas, para que novas pessoas se acheguem e façam companhia. É só dando um passo de cada vez que podemos receber tudo o que a vida tem para nos oferecer. E se ficar pesado demais, não há problema algum. Basta parar um pouco, abrir a mala, e rever o que realmente deve permanecer...
... o resto a gente já sabe, é desapergar-se! Um passo a frente e não estamos mais no mesmo lugar!
É tempo de travessia.
Fernando Pessoa
Atravessar muitas vezes pode ser assustador. Não sabemos o que nos espera do outro lado. Não sabemos se a travessia será calma ou turbulenta. Apesar da certeza de que é necessário ir, o medo nos paralisa. Afinal atravessar, significa largar na margem aquilo que deixará o corpo pesado demais para a viagem. É preciso abrir a mala e rever o que realmente deve permanecer. Os livros velhos que estão tão novos por nunca terem sido lidos. As roupas com cheiro de mofo e etiqueta pregada. Os amigos que já não sabem mais o seu nome, ou não lembram do seu sorriso. As mágoas, o remorso, a raiva e os seus companheiros. Tudo isso tornará o caminho mais árduo, e a mudança mais dolorida. Então ao invés de se perguntar "porque não levar? É tão pequeno", pensemos: "porque não deixar? É mesmo tão pequeno".
Mudar é antes de tudo praticar o desapego. Tudo aquilo que prende os nossos pés à margem não nos faz bem. Tudo o que nos impede de prosseguir, não merece ser levado conosco. É preciso desapegar-se dos maus hábitos, das caras fechadas, dos meios sorrisos e das meias verdades. Aí sim, depois de colocar para a fora os "males de estimação", dê um passo a frente. Pois é só isto que basta para sair do lugar. E depois do primeiro, é possível continuar. Um passo de cada vez, para que nada passe desapercebido. Para que todas as emoções sejam sentidas, para que novas pessoas se acheguem e façam companhia. É só dando um passo de cada vez que podemos receber tudo o que a vida tem para nos oferecer. E se ficar pesado demais, não há problema algum. Basta parar um pouco, abrir a mala, e rever o que realmente deve permanecer...
... o resto a gente já sabe, é desapergar-se! Um passo a frente e não estamos mais no mesmo lugar!
É tempo de travessia.
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