sexta-feira, 31 de julho de 2009

A loucura de todos nós.

Disfarces. Máscaras. Conflitos interiores.
Julgamos os loucos sem se dar contar de que a sociedade vive todos os dias à beira da loucura mais insana. Não há divã que resolva tamanha perda de indentidade.
É essa a nossa realidade. Vivemos num sistema estranho. Onde as pessoas se afastam cada vez mais do que realmente são. Somos prisioneiros desse imenso capitalismo que tem corrompido o mundo.
Quer uma profissão do futuro? Psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, e sabe se lá, quanto mais "psi-alguma coisa" ainda vão inventar. O fato é que as pessoas tem se enfiado em consultórios em busca de respostas. E ali, deitadas no divã elas vomitam seus conflitos interiores. Contam seus piores pesadelos, na esperança de que, aquele que as ouve, faça mais do que simples anotações. Ah! Doce engano. Como buscar em outrém a resposta de algo que está dentro de si? A verdade é que as pessoas buscam em consultas e análises o seu prórpio eu. Aquele que se perdeu na multidão. O eu que ficou na prateleira daquela loja, que ficou na frente da TV alimentando-se de lixo publicitário, ou quem sabe o que ficou no trabalho murmurando do chefe. Tantos "eus" perdidos por aí...
Augusto Cury disse em uma de suas obras que "as loucuras só podem ser tratadas quando abandonam seus disfarces". Sábias palavras. Enquanto acharmos todo esse caus normal, nada irá mudar. Pelo contrário, viveremos todos os dias a mercê desses devaneios. Não sou contra a loucura, aliás, depende de qual falamos. Porque até a loucura existe nas mais vairadas formas. Temo porém, que essa em que temos vivido não tenha nada de bonito ou libertador.
Quem dera se os consultórios estivessem cheios de loucos sensatos. Do tipo que quebra tabus, e que não se satisfaz com o pouco. Que não se acomoda diante das tragédias que temos vivido. Que acreditam que dias melhores estão por vir, e que isso só depende de nós. Essa sim é a loucura que liberta. Que faz de todos nós seres humanos melhores. Que lamentam por assistir um noticiário que sangra. Que se revolta por ouvir o rádio que traz corrupção nas ondas sonoras. E mais do que isso, que nos faz acreditar que pode ser diferente.
Chega de máscaras. Chega de se conformar com essa sociedade cruel e egoísta, que gira em torno dos próprios interesses. Chega de ternos e gravatas, de olhares distantes. Não precisamos ostentar pose, pelo menos não enquanto o nosso país se destrói. Morremos em cada esquina. Em cada bala perdida. Morremos em corpos frágeis que se vendem. E morremos nos corpos estúpidos que compram os primeiros. É um pouco de cada de nós um que morre com tantas crianças que partem sem conhecer o que há de melhor. Sem frequentar uma escola, sem oportunidade de ser alguém nessa vida. Aos poucos, desaperecemos. Perdemos a dignidade, perdemos o respeito, o amor-próprio. Perdemos o senso do certo e errado. E somos incapazes de nos comover. Inconscientemente, nos tornamos insensíveis. Somos parte do sistema que tanto criticamos. E o apse de toda essa loucura, é não derramar uma lágirma sequer diante da guerra que se trava diante dos nossos olhos.
A guerra pelo poder. Pelo dinheiro, pela fama, pelo status.
A guerra pelo ter.
Onde estão os nobres soldados que vão combater esse exército de hipocrisia e incredulidade?
Onde estão os que vão lutar por amor, por solidariedade, por paz, por liberdade?
É vencendo as batalhas que se ganha uma guerra. E essas estão por toda a parte. São as nossas batalhas cotidianas.
E você pode vencer.
Só você e mais ninguém pode estender a mão à quem precisa. Pode retribuir um sorriso em vez de torcer o nariz. Pode ouvir ao invés de dizer palavras pelas quais vai se arrepender sabe-se lá até quando. Só você pode escolher ver o que há de melhor em tudo e todos, lembrando que dessa forma, ninguém terá tempo pra apontar os seus defeitos.

Chega de ser escravos da rotina. Chega de viver correndo, sem tempo pra olhar o céu, pra curtir a chuva, pra explorar cores e sabores.
Por um momento, seja você mesmo. Faça o que realmente deseja fazer.
Permita que por apenas um momento, o mundo conheça o seu melhor...


...mesmo que pra você isso pareça loucura.

3 comentários:

Jo disse...

Grande blogue verific para fora a mina

Menina disse...

Obrigado Jo.!
Sinta-se a vontade!

Menina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.