Certas coisas nem o tempo pode apagar...
Certas lembranças vão estar sempre presentes... mesmo que só na memória...
Certas feridas talvez sejam sempre feridas... ainda que se fechem, a cicatriz estará ali, pra lembrar que, um dia, ela foi uma ferida...
E da mesma maneira, certas pessoas SEMPRE farão falta... ainda que você conheça muitas outras, de uma infinidade de tipos e personalidades, haverá uma que não estará ali...
E é exatamente esta, que você vai sempre desejar ter por perto!
...os dias passam, mas a saudade não.!
sábado, 13 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O sussurro de Deus.
Ainda que você conheça Deus desde o início e viva com Ele, a uma certa altura da vida, Ele parecerá distante e talvez, desconhecido...
Quem é que nunca se sentiu assim? Distante de Deus, sozinho em meio à multidão. É como se o céu acordasse pintado de bronze todos os dias. E não há sensação pior do que esta solidão. Esta que se sente ainda que se esteja rodeado de pessoas, ainda que se saiba da existência de um Deus.
Nessa época, eu costumo procurar desesperadamente por um claro sinal de Deus dizendo: "Eu estou aqui!". Procuro pelo sobrenatural, pelo extraordinario e grandioso. Dia desses, descobri o quão tola é esta atitude. Percebi que ainda que Deus gritasse aos meus ouvidos eu não ouviria.
A verdade é que o Senhor tem uma maneira sublime de se revelar a nós. Os gritos e as coisas que são incríveis aos olhos humanos, ainda que possam sim, ser uma maneira de manifestação, não é a preferida desse Deus de mansidão. É no silêncio que a Sua presença pode ser claramente percebida. No silêncio da nossa alma. O som da voz de Deus, não é como outro qualquer, ele é perceptível pelos ouvidos do nosso coração. E não há como ouvi-Lo se estamos inquietos e pertubardos. Mas se realmente deixamos que a paz que emana dEle nos invada, qualquer sussuro Teu chegará como um brado ao nosso coração.
Esta semana, Ele se manifestou por meio de uma colega de trabalho. E imediatamente eu pude perceber que as palavras que saíam da boca dela, vinham do alto. E não há nada mais maravilhoso do que ouvir o Senhor. Nessas horas a gente percebe quanto perdemos procurando por manifestações surreais, enquanto poderíamos viver, cotidianamente, experiências singelas, mas reais.
A cada manhã, o Senhor aguarda ansiosamente para falar conosco. Pra caminhar de mãos dadas e revelar os seus segredos. Como Ele deseja conversar e compartilhar da nossa vida!
Só é preciso parar de procurar nos lugares errados.
Aquiete o vosso coração e ouça os pequenos sussuros de Deus! Ele tem tanto à dizer...
"Pra onde iremos Senhor? Se só Tu tens as palavras da vida eterna." João 6:68
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Outra rotina, outras pessoas e o início de um outro futuro.
E é hoje (01/08) a estréia da minha nova rotina frenética.
Poderia mentir e dizer que estou super animada pra viver essa nova fase. Mas como dizem por aí, "meu compromisso é com a verdade". E a verdade, é que não estou nada empolgada pro que está por vir...
Não que eu seja pessimista ou coisa do tipo. Mas é que de repente me bateu uma preguiça de conhecer gente nova, de refazer amizades, de ter que aprender a lidar com gente mesquinha. Eu sei, eu sei. Pode soar egoísta e grosseiro, mas sentimentos nem sempre são lindos e cor de rosa.
Muita coisa vai mudar e sei que muita vai ficar exatamente como está. Algumas dessas mudanças já não me agradam nem um pouco. Acordar uma hora mais cedo e ter que vir em pé no ônibus não me deixam nada feliz (¬¬). Sei que muitas serão boas também, e espero que quando elas acontecerem eu esteja mais receptiva.
Por enquanto, posso dizer que, como qualquer outro ser humano, tenho medo do novo, porque de fato, ele assusta. Sei que uma longa caminhada se inicia hoje. E eu não posso deixar que esse medo ou todos os outro sentimentos estranhos me impossiblilitem de caminhar...
Ainda não sei se é o fim do meu dilema profissional. Pode ser que em algum momento eu perceba que não era o que eu queria. Mas estou contente em dar o primeiro passo. Ainda que seja um passo no escuro. E já que é preciso prosseguir, espero fazê-lo com intensidade. Vivendo tudo o que há pra se viver. E tudo, inclui tombos, tropeços e erros...
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Vamos lá!
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Alguém disse que seria fácil!?
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Mas são as coisas difícieis que nos dignificam!
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Vamos lá!
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Alguém disse que seria fácil!?
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Mas são as coisas difícieis que nos dignificam!
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Acabaram de me dizer uma frase interessante, que diz que o coração humano é sensível ao pensamento. Gente com uma cabeça com pensamentos leves tem um coração saudável, já quem está sempre rodeado de dúvidas tem um coração cheio de medos. A verdade dessas palavras ainda ecoa na minha cabeça...
Sempre fui super decidida em muitos aspectos da minha vida. Se eu gosto, gosto e pronto. O mesmo pra quando eu não gosto. Sem delongas, sem firulas. Queria eu que esse meu lado se expandisse até o meu coração. Ando perdida nos meus próprios sentimentos. Sem saber o que fazer com alguns que eu sequer sei de onde vieram (pois se soubesse, colocaria um por um numa caixa, selava, carimbava e mandava de volta). As vezes me canso desse estado de dúvida constante e sensações estranhas. Tenho vontade de jogar tudo pro alto pra observar onde vai cair. Por sorte ou azar, ainda há um pouco de racionalidade aqui nessa cabeça. Então, fico aqui, a pensar num meio de sair desse lugar sombrio, que eu mesmo me enfiei..
E me irrita o fato de gastar tanto tempo em vão.
terça-feira, 14 de junho de 2011
A tecnologia sob uma outra perspectiva.
"Como não pensaram nisso antes?", este é o título da reportagem que desencandeou os pensamentos para a construção deste texto.
A revista estava no banco do carro da minha irmã. A capa com o título "A febre das compras coletivas" em letras garrafais amarelas junto com o tempo ocioso que certamente eu teria durante o meu dia, me fizeram colocar a revista debaixo do braço e trazê-la para o trabalho. Boa escolha. Entre muitas reportagens interessantes, um trecho em especial daquela que citei no começo me chamou muita atenção.
Andrew Mason, 31 anos, criador do Groupon - maior site de compras coletivas do Brasil, em entrevista dada à Exame, citou algo curioso em uma de suas respostas. Sérgio Teixeira, entrevistador, perguntou-lhe sobre o segredo do sucesso da empresa que cresceu absurdamente num curto espaço de tempo.
Sérgio - Porque deu tão certo? É o apelo irresistível dos descontos?
Andrew - (...) Do lado do consumidor, o que estamos fazendo é inverter a tendência das pessoas de passar cada vez mais tempo na frente do computador. Queremos que elas voltem para o mundo real (...)
Eu nunca tinha analisado esse novo tipo de comércio desta maneira. E não é que desta vez a tecnologia me pegou de surpresa? Diferente dos tantos inventos que nos afastam das pessoas e do mundo real, o universo de compras coletivas surge na beleza da contradição. Apesar de que, o início do processo começa sim em frente à tela do computador, o que se enxerga nela vai além de um cupom promocional. É um convite para que as pessoas vivam. E vivam de maneira intensa, experimentando novos sabores, conhecendo novos lugares ou quem sabe mudando o visual. Os descontos absurdos induzem o consumo em massa. E com um clique, milhões de pessoas no mundo todo se permitem experiências que talvez nunca tenham imaginado viver.
E se é preciso exemplo para comprovar a tese de Mason, cá estou eu. Dias atrás me rendi aos encantos da compra coletiva e brevemente irei me aventurar nas alturas. O vôo de parapente estava num preço tão acessível que foi impossível recusar. Carteira na mão e lá estava eu comprando meu cupom. Tenho para mim que é exatamente esta a empolgação que toma conta das pessoas que se tornam adeptas desse novo consumo. "É tão barato. Porque não fazer? Porque não ir? Porque não experimentar?". E de repente, temos isto: uma tecnologia que surpreendetemente leva as pessoas de volta ao mundo real.
É como se as coisas boas da vida estivessem mais acessíveis. Ironicamente, o computador, o ipad e o seu celular lhe dão o recado de que há muita coisa boa pra se viver e a gente não se dá conta, porque estamos ocupados demais. E na geração em que vivemos, não há melhor forma de lembrar isto às pessoas do que um e-mail na caixa de entrada logo pela manhã...
Andrew Mason, 31 anos, criador do Groupon - maior site de compras coletivas do Brasil, em entrevista dada à Exame, citou algo curioso em uma de suas respostas. Sérgio Teixeira, entrevistador, perguntou-lhe sobre o segredo do sucesso da empresa que cresceu absurdamente num curto espaço de tempo.
Sérgio - Porque deu tão certo? É o apelo irresistível dos descontos?
Andrew - (...) Do lado do consumidor, o que estamos fazendo é inverter a tendência das pessoas de passar cada vez mais tempo na frente do computador. Queremos que elas voltem para o mundo real (...)
Eu nunca tinha analisado esse novo tipo de comércio desta maneira. E não é que desta vez a tecnologia me pegou de surpresa? Diferente dos tantos inventos que nos afastam das pessoas e do mundo real, o universo de compras coletivas surge na beleza da contradição. Apesar de que, o início do processo começa sim em frente à tela do computador, o que se enxerga nela vai além de um cupom promocional. É um convite para que as pessoas vivam. E vivam de maneira intensa, experimentando novos sabores, conhecendo novos lugares ou quem sabe mudando o visual. Os descontos absurdos induzem o consumo em massa. E com um clique, milhões de pessoas no mundo todo se permitem experiências que talvez nunca tenham imaginado viver.
E se é preciso exemplo para comprovar a tese de Mason, cá estou eu. Dias atrás me rendi aos encantos da compra coletiva e brevemente irei me aventurar nas alturas. O vôo de parapente estava num preço tão acessível que foi impossível recusar. Carteira na mão e lá estava eu comprando meu cupom. Tenho para mim que é exatamente esta a empolgação que toma conta das pessoas que se tornam adeptas desse novo consumo. "É tão barato. Porque não fazer? Porque não ir? Porque não experimentar?". E de repente, temos isto: uma tecnologia que surpreendetemente leva as pessoas de volta ao mundo real.
É como se as coisas boas da vida estivessem mais acessíveis. Ironicamente, o computador, o ipad e o seu celular lhe dão o recado de que há muita coisa boa pra se viver e a gente não se dá conta, porque estamos ocupados demais. E na geração em que vivemos, não há melhor forma de lembrar isto às pessoas do que um e-mail na caixa de entrada logo pela manhã...
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Tudo vai dar e sobrarão doze cestos.
Já percebeu como o ser humano reclama?! Reclama desde a casa onde mora ao fio de cabelo que deveria ser assim ou assado. Temos uma natureza mesquinha e egoísta. Podemos ter tudo e ainda assim não teremos nada.
A Bíblia porém, nos adverte que: "se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2Co 5:17), isso inclui hábitos, princípios e inclusive a velha mania de reclamar. Uma vez que encontramos vida nova e abundante no Senhor, o hábito de achar que nada vai bem e que nada vai melhorar não pode nos acompanhar.
Deus nos escolheu para uma vida de prosperidade. Ele jamais deseja que passemos por dificuldades, apesar de as permitir para que possamos aprender certas coisas. Mas o plano dEle para nós, é bom, perfeito e agradável. Porque então, muitas das vezes, isso não é uma realidade nas nossas vidas? A resposta é bem simples. Só tomamos posse daquilo que acreditamos. Logo, se não reconhecemos a verdade de que Deus tem infinitamente mais do que imaginamos para nos dar, isso nunca será real.
O fato é que nós duvidamos. Pregamos sobre um Deus maravilhoso, que opera o sobrenatural... na vida dos outros. Porque quando se trata da nossa, Ele parece impotente. Nunca somos abençoados o bastante. As nossas promessas são as únicas que não se cumprem. O nosso dinhiero é o único que não dá.
Como anunciar algo que nem você acredita?
Marcos 6, relata um dos milagres de Jesus, que traz uma grande lição sobre isso. Após terem feitos grandes coisas em nome de Jesus, os discípulos se viram diante de uma grande multidão que precisava ser alimentada. E que recurso tinham para isso? Cinco pães e dois peixes. Nada mais que isso! E apresentando isto a Jesus, ele abençou o alimento e ordenou que os discípulos agrupassem a multidão e distribuíssem o pão e peixe. E ali, naquele momento, o milagra da multiplicação acontecia. A fome daquele povo foi saciada e sobraram doze cestos.
Ainda que achassem que o alimento não seria o suficiente, os discípulos criam no poder dAquele que anunciavam. E sabiam que Ele jamais deixaria aquela multidão faminta. E é exatamente isto que nos falta muitas vezes. A certeza de que servimos à um Deus que supre todas as nossas necessidades. Podemos não ter tudo o que queremos, mas certamente, temos tudo o que nos é necessário.
Vamos à igreja, lemos a bíblia, cantamos, mas nao descansamos verdadeiramente nAquele que prometeu nos sustentar enquanto dormimos (Sl 127:2). Precisamoas trazer à memória qual é a nossa posição diante do Senhor. Não somos meras criaturas, mas obras primas dEle. Somos a melhor de suas criações. Somos filhos.! A palavra dele é clara quanto a isso. Deus nos ama de maneira incondicional e profunda. Quando reconhecermos isto, saberemos que não há o que temer. Deixaremos as preocupações de amanhã, para amanhã. E viveremos o hoje desfrutando da graça que nos é derramada todos os dias. Gozando do sustento dAquele que fez milagres no passado, e que ainda hoje, o faz, de maneira sobrenatural na vida daqueles que crêem.
Chega de murmurações, de reclamações e palavras que almadioçam a nossa própria vida. É tempo de viver as promessas de Deus!
Marcos 6, relata um dos milagres de Jesus, que traz uma grande lição sobre isso. Após terem feitos grandes coisas em nome de Jesus, os discípulos se viram diante de uma grande multidão que precisava ser alimentada. E que recurso tinham para isso? Cinco pães e dois peixes. Nada mais que isso! E apresentando isto a Jesus, ele abençou o alimento e ordenou que os discípulos agrupassem a multidão e distribuíssem o pão e peixe. E ali, naquele momento, o milagra da multiplicação acontecia. A fome daquele povo foi saciada e sobraram doze cestos.
Ainda que achassem que o alimento não seria o suficiente, os discípulos criam no poder dAquele que anunciavam. E sabiam que Ele jamais deixaria aquela multidão faminta. E é exatamente isto que nos falta muitas vezes. A certeza de que servimos à um Deus que supre todas as nossas necessidades. Podemos não ter tudo o que queremos, mas certamente, temos tudo o que nos é necessário.
Vamos à igreja, lemos a bíblia, cantamos, mas nao descansamos verdadeiramente nAquele que prometeu nos sustentar enquanto dormimos (Sl 127:2). Precisamoas trazer à memória qual é a nossa posição diante do Senhor. Não somos meras criaturas, mas obras primas dEle. Somos a melhor de suas criações. Somos filhos.! A palavra dele é clara quanto a isso. Deus nos ama de maneira incondicional e profunda. Quando reconhecermos isto, saberemos que não há o que temer. Deixaremos as preocupações de amanhã, para amanhã. E viveremos o hoje desfrutando da graça que nos é derramada todos os dias. Gozando do sustento dAquele que fez milagres no passado, e que ainda hoje, o faz, de maneira sobrenatural na vida daqueles que crêem.
Chega de murmurações, de reclamações e palavras que almadioçam a nossa própria vida. É tempo de viver as promessas de Deus!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Abraão, Isaque, o sacrifício e algo mais.
“Então disse Isaque a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos”. Gênesis 22.7, 8.
Talvez esta seja a melhor definição de obediência relatada em toda a Bíblia. O dicionário define obediência como 1. Cumprimento da vontade alheia, 2. Submissão. Abraão é a personificação deste significado. Analisando o contexto em que ele estava inserido, tenho pra mim, que nenhuma outra pessoa seria capaz de agir como ele. Durante anos ele aguardou o cumprimento de uma promessa que o Senhor lhe havia feito. Mesmo sendo já velho e casado com uma mulher estéril, ele não duvidou de que seria pai de um grande nação. E quando finalmente o sobrenatural de Deus aconteceu em sua vida, ele se viu obrigado a renunciar a sua promessa. O Senhor pediu a Abraão que oferecesse o seu único filho, fruto de um milagre, como sacrifício. Eu, e qualquer outro ser humano certamente teria dito não. Ou então, teria feito vários questionamentos à Deus, como se não fosse Ele o dono de todas as coisas. No entanto, Abraão era homem de fé. Sem dizer uma palavra, tomou o seu próprio filho e caminhou com ele em direção ao monte. Sempre que penso nessa cena, me espanto com a atitude deste homem. Fico a imaginar qual deve ser o sentimento de um pai que leva o filho para a morte.
Provavelmente esta foi a caminhada mais longa da vida de Abraão. Enquanto ele subia para o monte, devia observar o seu filho com lágrimas nos olhos. Uma angústia enorme devia assombrar seu coração. Porém, maior do que ela, deveria ser a satisfação de fazer a vontade de Deus. Só quem tem um relacionamento real com o Senhor, é capaz de ser servo antes de ser pai. É capaz de obedecer acima das cirscunstâncias, dos sentimentos.
Ao responder para Isaque que Deus proveria o cordeiro para o sacrifício, Abraão dá uma clara demonstração do tamanho da sua fidelidade. Em seu intímo ele sabia que o Senhor jamais o abandonaria. E foi exatamente sua fé imensa que tocou o coração de Deus. Se nós, meras criaturas nos compadecemos ao ouvir esta história, imagine Deus! Ele encontrou em Abraão, aquilo que Ele procura em todos os seus servos até hoje. Fé. Que seja do tamanho de um grão de mostarda, mas que seja genuína. Naquele instante, o Senhor teve a certeza de que Abraão entregaria tudo por amor à Ele. Em troca, Deus lhe permitiu ficar com aquilo que ele mais amava. Isaque foi liberto do sacrifício por um coração totalmente disponível e obediente à Deus.
Sempre que paro pra pensar nesse episódio, percebo que eu e você também temos um Isaque. Pode ser algo de extraordinário que tenha acontecido na nossa vida, um filho, um bem material, um emprego. Não importa. O fato é que as vezes, não queremos levá-lo para o sacrifício. Passamos a vida toda apegados à isso, e esquecemos que foi o próprio Deus quem nos deu. A nossa desobediência nos impede, muitas das vezes, de desfrutar da promessa.
Provavelmente esta foi a caminhada mais longa da vida de Abraão. Enquanto ele subia para o monte, devia observar o seu filho com lágrimas nos olhos. Uma angústia enorme devia assombrar seu coração. Porém, maior do que ela, deveria ser a satisfação de fazer a vontade de Deus. Só quem tem um relacionamento real com o Senhor, é capaz de ser servo antes de ser pai. É capaz de obedecer acima das cirscunstâncias, dos sentimentos.
Ao responder para Isaque que Deus proveria o cordeiro para o sacrifício, Abraão dá uma clara demonstração do tamanho da sua fidelidade. Em seu intímo ele sabia que o Senhor jamais o abandonaria. E foi exatamente sua fé imensa que tocou o coração de Deus. Se nós, meras criaturas nos compadecemos ao ouvir esta história, imagine Deus! Ele encontrou em Abraão, aquilo que Ele procura em todos os seus servos até hoje. Fé. Que seja do tamanho de um grão de mostarda, mas que seja genuína. Naquele instante, o Senhor teve a certeza de que Abraão entregaria tudo por amor à Ele. Em troca, Deus lhe permitiu ficar com aquilo que ele mais amava. Isaque foi liberto do sacrifício por um coração totalmente disponível e obediente à Deus.
Sempre que paro pra pensar nesse episódio, percebo que eu e você também temos um Isaque. Pode ser algo de extraordinário que tenha acontecido na nossa vida, um filho, um bem material, um emprego. Não importa. O fato é que as vezes, não queremos levá-lo para o sacrifício. Passamos a vida toda apegados à isso, e esquecemos que foi o próprio Deus quem nos deu. A nossa desobediência nos impede, muitas das vezes, de desfrutar da promessa.
A boa obra do Senhor é completa. Pode demorar, pode parecer impossível, mas ela se completa. Esse é o plano. Abraão contemplou a plenitude da graça do Senhor sobre a sua vida. E não será diferente comigo ou com você. Desde que, a nossa fé não limite o agir.
Essa é a questão.
Se você não crê, passará a vida toda a procura do cordeiro e não econtrará...
Mas se tiveres fé como um grão de mostarda, abra os olhos e vede, o cordeiro estará logo ali.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Descobertas...
Não sei se já comentei por aqui, mas o meu (novo) trabalho me proporciona muitas horas livres.No começo achava entediante ficar oito horas sem nada pra fazer. E definitivamente não gastava esse tempo com nada... Aliás, nada que fosse realmente útil para mim...
Até que percebi que o tempo é algo precioso demais pra ser despediçado. Passei então a introduzir nessas longas horas vagas, atividades que pudessem acrescentar algo na minha vida. Escrever mais, é uma delas. Talvez por isso, este ano, eu alcance o récorde de postagens aqui.
Além de escrever, passei a ler. Ler como munca tinha lido antes. Havia esquecido o quão gostoso é se aventurar por histórias que são de outra pessoa, mas que por um momento, na minha imaginação, passam a ser minhas. E a mais gratificante de todas estas leituras, é a da Bíblia. Decidi que preciso conhecer a fundo o Deus a quem eu sirvo, pois só assim serei capaz de anunciá-lo com convicção às pessoas. E quanto mais leio, mais experimento das maravilhas dEle na minha vida.
Além de escrever, passei a ler. Ler como munca tinha lido antes. Havia esquecido o quão gostoso é se aventurar por histórias que são de outra pessoa, mas que por um momento, na minha imaginação, passam a ser minhas. E a mais gratificante de todas estas leituras, é a da Bíblia. Decidi que preciso conhecer a fundo o Deus a quem eu sirvo, pois só assim serei capaz de anunciá-lo com convicção às pessoas. E quanto mais leio, mais experimento das maravilhas dEle na minha vida.
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Nesse tempo, me apaixonei ainda mais pela música. E aos poucos, me livro do péssimo hábito de escutar apenas aquilo que eu já conhecia. Como existem pessoas talentosas nesse mundo! Agora admiro não só um, mas vários ministérios, cantores / bandas e afins... Uns que eu jamais ouvi falar e que são donos de um dom indescretível. Nada melhor do que quebrar os próprios paradigmas!
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Me envolvi mais com Deus e com tudo aquilo que está ligado à sua obra. Recentemente ele me deu um lindo ministério de presente. Colocou em minhas mãos o privilégio de trabalhar com jovens e adolescentes que estão sedentos de algo melhor. E isso me levou a buscá-Lo de maneira intensa e real. Quero estar exatamente onde Ele deseja, para ser um grande instrumento em Suas mãos.
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O acesso diário à internet, me permitiu contatar velhos amigos. Nestas horas louvo à Deus pela tecnologia! Ainda que de longe, é maravilhoso conversar com pessoas que há tempos eu não via. Descobrir que umas estão exatamente do mesmo jeito e outras nem tanto. Algumas outras, já não têm os mesmos gostos, princípios ou aparência. É como redescobir algo velho...
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Experiências incríveis tenho vivido aqui mesmo, na minha mesa de trabalho. Sentada em frente ao computador, viajo por diversos lugares e descubro um universo de coisas. Me informo, me expresso, me comunico, me conheço melhor.
Aprendo a dar valor á algo sublime e raro:
o tempo!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Ah, o futuro!
Alguma vez você já teve receio do futuro?
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Bom, há alguns dias caramiolas sobre isso têm ocupado alguns (muitos!) dos meus pensamentos.
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Não sei definir bem o que sinto ou que tipos de pensamentos são esses. Mas muitas das vezes me pego cheia de dúvidas e incertezas sobre meu futuro. São tantas escolhas para fazer que nem sei em quantas delas eu tomei a decisão correta. A faculdade tá aí batendo à porta e eu não faço a mínima se vou me dar bem no Direito. Gosto muito do meu emprego, mas não sei até quando vai ser assim. Outros questionamentos já nem convém citar aqui.
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Talvez todo mundo em algum momento se sinta assim. Incerto sobre a própria vida. Sim eu sei que tenho um Deus que cuida de mim e tem promessas de dias melhores do que eu mesma possa imaginar. Mas ainda assim, vacilo em me deixar levar por estas dúvidas...
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Sinto falta de um amigo pra compartilhar esses meus devaneios. No momento, não sei se o tenho. Aliás, tenho, mas não sei se ele se sente feliz em estar nesta posição que, talvez, eu tenha escolhido pra ser dele. Por isso, as palavras se tornam a melhor e mais eficaz forma de expressão. Ainda que ninguém leia este texto, sei que de algum modo, as palavras saíram de mim. Minha mente já não é mais o único abrigo para esses pensamentos. Então sigo assim...
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incerta sobre mim...
quinta-feira, 31 de março de 2011
Na hora certa, mas cedo demais...
Eram exatamente 06:28 da manhã. O telefone tocou. Antes mesmo que eu pudesse levantar, ouvi o choro da minha mãe. Ali da minha cama mesmo, eu já sabia o que era. Os pensamentos por um momento fugiram da minha cabeça. Minha mãe abriu a porta e antes que ela abrisse os lábios eu mesma já tinha afirmado o fato. Ela chorava como se fosse o filho dela. Os pensamentos que tinham fugido da minha mente, agora vieram em bando. Não consegui assimiliar nada ( e ainda não consigo).
Mãe nenhuma nesse mundo está preparada para enterrar o próprio filho. Ser humano nenhum está preparado para enteder a morte de um jovem de 26 anos que era um amor de pessoa. A vida as vezes nos prega essas peças. Consome com a nossa alegria em instantes. Deixa um milhão de dúvidas no ar.
Nós não éramos assim tão próximos... A maioria de nossas conversas eram virtuais ou por telefone. Mas ainda assim eu podia sentir a alegria que era própria dele. Um menino que encantava a todos. E que agora, simplesmente já não pode fazê-lo. Não sei exatamente o que sinto... Na verdade ainda estou tentando assimiliar o que aconteceu. Me pergunto porque Deus permite que certas coisas aconteçam na vida de pessoas como ele, como a família dele. Mas logo percebo que tais questionamentos não cabem a mim... nem a ninguém. Então, me apego a certeza de que Ele sabe exatamente de todas as coisas que se passam nesse nosso mundo louco. E nada, absolutamente nada acontece sem um propósito. Confesso que as vezes eu mesmo me pego duvidando dessa verdade. Principalmente quando penso na mãe dele, que além de ter que absorver a idéia de que perdeu um filho, precisa arranjar forças pra não ter vontade de morrer também. Precisa de forças pra resolver as burocracias, pra receber as pessoas, atender os telefonemas e ainda ser mãe para os outros dois filhos. Parece ser mais do que uma simples mulher pode suportar. Porém, acho que mãe não é um ser humano qualquer. Elas tem um força incomum que ninguém jamais será capaz de compreender. E é por isso que eu sei, que algum dia, ela voltará a sorrir... ainda que carregue para sempre a imagem do filho e a dor que um dia sentiu.
Nunca gostei de velórios, enterros e coisas do tipo. Mas não sei porque, sinto uma necessida estranha em ir ao dele. Será, talvez, o primeiro que eu vá por vontade própria. Não sei qual será a minha reação e sei ainda menos o que dizer quando estiver lá. Tenho pra mim que não há palavra nesse mundo que conforte alguém em situações assim. Acho também, que a simples presença, por si só, já diz muita coisa. Já demonstra preocupação, afeto. Mostra que apesar do medo, do receio e tantos outros sentimentos estranhos que nos invadem nessas horas, você está ali. E isso já é o suficiente.
Seguirei o dia assim. Envolvida por uma tristeza que eu não sei medir e por sentimentos complexos demais para serem defeinidos. De alguma forma, tento preparar a minha mente para o que verei mais tarde. Sei que é em vão... Tentarei também enxergar as coisas sob uma outra perspectiva. Uma que seja mais serena e menos julgadora e revoltante. Seguirei pensando que pra Deus, ele se foi exatamente na hora certa. Mas para nós que ficamos, sempre terá sido cedo demais...
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(Sei que você está em lugar muito melhor do que este mundo injusto...)
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sexta-feira, 25 de março de 2011
25/03/2011 06h50
Bebê espancado é internado em estado grave em Itaguaí, no RJ
Bebê espancado é internado em estado grave em Itaguaí, no RJ
25/03/2011 17h50
Semana de protestos matou 55 na Síria, diz Anistia Internacional
Semana de protestos matou 55 na Síria, diz Anistia Internacional
25/03/2011 17h50
Polícia prende padrasto suspeito de ter espancado bebê
Japonês que matou 7 em ataque de fúria é condenado à forca
Empresário é preso suspeito de ajudar assaltantes de mansão em SP
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Notícias de um presente sombrio que anunciam um futuro assustador...
Como criar um filho para um mundo assim?
Se um dia eu precisar fazê-lo, desejarei imensamente que algo tenha mudado, caso contrário, precisarei desde cedo, implementar termos como morte, caráter, violência e preconceito no diálogo familiar.
Criança alguma merecia viver neste caus...
Mas já que é impossível impedir, eduquemo-as para trazer a paz.
terça-feira, 22 de março de 2011
.meu Deus pessoal.
"Nem olhos viram nem ouvidos ouviram / O que Deus preparou para nós / Um futuro certo, cheio de esperança e paz, muita paz / Quero viver teus sonhos teus planos / Tudo o que por mim conquistaste na cruz / A tua vontade é o meu prazer / Sem ti nada posso / Opera em mim o teu poder / Vê o fruto do teu penoso trabalho / Alegra-te sobre mim / É tão bom sonhar teus sonhos / É tão bom viver teus planos / E conhecer a graça de pertencer a ti / Deus fiel /É tão bom fechar meus olhos / E contemplar com minha fé / Todas as tuas palavras /Tuas promessas pra mim / Deus fiel"
Há muitos dias estou com essa música na cabeça. Ela me vem ao pensamento várias vezes... Neste exato momento, enquanto escrevos estas palvras, a escuto. Uma paz grandiosa me invade. Sou do tipo que gosta muito mais da letra do que da melodia... E cada verso dessa música me toca de uma maneira singular.
Ela me traz a memória momentos que me remetem a uma única certeza: Deus é fiel. E é um privilégio imensurável ser filha dEle. Muitas vezes não me dou conta da dimensão dessa verdade. Esqueço que ter experiências reais com o Pai não é algo comum à todos. E quando penso nisto, um sentimento de gratidão toma conta de mim. E eu simplesmente fecho os meus olhos e louvo ao Senhor por ter me escolhido para viver uma nova vida diante da Sua presença.
Talvez a maioria das pessoas acredite em Deus ou tenha ouvido falar dEle. Mas poucos o conhecem na essência e sabem que a Sua natureza está além da criação, da trindade e demais coisas que as religiões pregam. Só quem tem um Deus pessoal sabe do que estou falando e entende que Ele está acima de toda religiosidade.
Viver com Deus é algo tremendo e inexplicável. E eu desejo que muitos ainda tenham a oportunidade de fazê-lo. Porque quando fazemos esta escolha, passamos a experimentar o sobrenatural do Senhor. Passamos a contemplá-lo sob outra perspectiva e começamos a enxergar a vida de um outro jeito. Costumo dizer que Deus abriu uma janela em mim. E dela, eu posso enxergar muito além do que os meus olhos humanos são capazes. Dessa janela eu vejo um céu imenso que me transmite a grandeza dAquele que o criou. Vejo que não importa quantos problemas ou dificuldades me assolem, na manhã seguinte, o sol estará lá, irradiando luz para os que a buscam. Por ela, eu reconheço os pequenos milagres que pincelam a minha vida todos os dias.
Não sei se saberia definir em palavras o que Deus significa em minha vida. Mas certamente Ele é mais, muito mais, do que qualquer definição que eu possa dar. Ele é a minha certeza de dias melhores, de um futuro cheio de promessas que Ele mesmo me fez. É o meu porto-seguro, meu melhor amigo. A minha única e verdadeira esperança quando nada vai bem. Ele é autor e consumador da minha fé, meu salvador. Minha fonte de inspiração e meu exemplo de amor incondicional. Perto dEle, me sinto pequena, porém especial e única. Sei que Ele me guarda e não importa quantas vezes eu erre ou o abandone, Ele me ama estará com os braços para me receber. E não foi ninguém quem me convenceu disso. Não foi a igreja, não foram os meus pais, nem a minha religião. As minhas experiências pessoais com Ele é que me permitiram conhecer o que ninguém pode explicar. Elas me fizeram ter uma visão sobre um Deus que é meu, mas que pode e deseja ansiosamente ser teu.
E não é preciso vê-lo.
Eu o sinto.
Ele vive em mim... e através dele eu sou capaz de grandes coisas!
sexta-feira, 4 de março de 2011
Além da parede de janelas..
Ao lado da minha mesa há uma parede de janelas. Um monte de quadradinhos que me permitem ver a vida lá fora. Mas por causa do ivento chamado insulfilm, o mundo lá fora nem de longe sabe o que se passa no mundo daqui de dentro. Daqui onde estou, é possível ver uma árvore bem de perto. Ela não é lá tão grande, tão pouco muito frondosa. Mas é a casa de alguém. Há algumas semanas um filhote de pombo nasceu bem ali, no seu ninho aconchegante feito em um galho firme. Quando eu vim pra cá, ele já estava grandinho mas ainda era um bebê. Todos os dias ele passava horas sozinho. Ficava parado e nada mais. Nenhum movimento incomum. Ao final de todas as tardes, a mãe trazia em seu bico o alimento tão esperado. Depositava na boca do filhote, que parecia imensamente grato. Essa era a rotina dele. Aliás, essa era a vida dele. Acordar num ninho de gravetos, ficar imóvel e solitário por horas, se alimentar do bico da mãe e voltar a ficar imóvel para poder acordar no dia seguinte.
Daqui de dentro, isso era tudo o que eu via. Vez ou outra me aproximava mais da janela pra ter certeza de que não havia perdido algum detalhe importante da rotina daquele filhote. Mas nada acontecia. Enquanto isso, eu ficava a pensar um mundo de coisas. Achava a vida daquele pombo sem graça e entediante. Achava a mãe dele uma desnaturada. Afinal, que mãe larga o filho sozinho por horas a fio?! No frio, na chuva, no calor, sem saber ao menos se ele ainda estará vivo quando ela voltar? Era o que eu pensava a respeito daquele ser que, nem de longe sabia sobre mim, muito menos que eu, daqui de dentro, especulava coisas sobre o seu modo de viver.
Um certo dia, cheguei e uma colega de trabalho comentou:"Olha ele está tentando voar!". Rapidamente olhei pela janela e lá estava o pequeno pombo a bater suas asas. As batia com força e vontade, mas não saía do lugar. Isso se tornou um hobby pra ele. Todos os dias o pombo que agora já não era tão bebê, repetia o exercício de bater asas. Pra mim, mais pareciam polichinelos, pois ele não se movia um centímetro sequer. Mas, foi exatamente aí que as minhas especulações começaram a mudar. Percebi que estava equivocada sobre o modo de vida daquela criatura. Sem graça e entendiante eram adjetivos que não o definiam.
Além da parede de janelas, um processo magnifíco se desenrolava. Era a mágica da vida acontecendo. Aquela mãe, antes mesmo que eu pudesse contemplá-la, teve um imenso trabalho em construir um ninho seguro para a nova vida que colocaria no mundo. Ela teve o imenso cuidado, em aquecer o seu ovo cuidadosa e pacientemente, sabendo que, a qualquer momento, ele poderia cair e se quebrar. Mas ela não desistiu. E então, o pequeno pombo que hoje vejo, nasceu. E daí, a mãe começou uma maratona em busca de alimento. Aquela criatura dependia dela. Se ela não o deixasse sozinho no ninho, correndo o risco de ser devorado por outro bicho, ela correria o risco de deixá-lo morrer de fome sob as suas asas. Perecebi que era uma árdua, porém necessária escolha deixá-lo no frio, na chuva ou no calor, sem saber ao menos se ele ainda estará vivo quando ela voltasse.
Enquanto ela não estava no ninho, provavelmente um milhão de coisas passavam pela cabecinha do pequeno filhote. No decorrer dos dias, ele precisava tomar coragem para enfrentar os desafios que a vida lhe impunha. Um belo dia, a sua mãe podia não voltar. E aí como seria?! Sem saber o que fazer, ele ficava ali parado. Observando o lugar onde vivia. Bolando uma estratégia de sobrevivência. E um dia, por instinto ou sei lá o que, começou a bater as asas. E percebeu que podia fazer algo por si mesmo, algo poderoso mas desconhecido. Ao fim de uma tarde, a mãe não estava ali para alimentá-lo. E no desespero, ele precisou se decidir. E a opção foi a mais honrosa de todas. Num subto bater de asas, pela primeira vez o pombo se moveu. As garras se soltaram do galho e ele alçou vôo rumo ao céu. E lá ele descobriu a liberdade. Foi viver num mundo diferente do que ele conhecia, diferente do que era possível ver pela minha parede de janelas. Um mundo que agora era só dele e de mais ninguém.
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Queria muito acabar o texto aí, mas deixaira em mim a sensação de estar entalada... Então, para que as palavras se desenrolem e não façam nó na minha garganta, preciso dizer que a vida do pombinho muito se parece com a de nós humanos. Nascemos dependentes de um outro ser para nos alimentar e proteger. Passamos algum tempo ali, sem nos mover e poder fazer algo novo. Não porque não podemos, mas porque ainda não sabemos fazê-lo. Aos poucos, nos desprendemos daquele ser tão importante. Precisamos arriscar e aprender por nós mesmos o dom da sobrevivência. No desenrolar da coisa, nem nos damos conta de que, em algum lugar, alguém nos observa por uma janela. Especula sobre nossas atitudes, ações e reações.
E assim como aquele filhote, as vezes é necessário passar por grande dificuldade para descobrir o nosso potencial. Na verdade, pássaros nascem com o dom de voar, mas só o descobrem quando tomam a decisão de sair do ninho. Nós somos assim. Nascemos com aptidões e dons incríveis, que passam anos enterrados porque jamais tivemos a ousadia de descobri-los. E enquanto isso, pessoas nos julgam como fracos e algo desconhecido porém libertador nos aguarda.
Hoje, passo os dias a viajar dentro de mim mesma. A explorar essas coisas que me são inertes e eu nem sabia. Passo a brincar de caça ao tesouro. Porque sei, que quando encontrá-lo, serei capaz de alcançar tudo o que eu quero. Poderei conquistar um mundo além do que os meus olhos e limitações me permitem enxergar.
Irei tão longe que me surpreenderei ao ver, que bastava sair do ninho, para saber que posso voar.
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