sexta-feira, 21 de maio de 2010

.Quase.

O relógio despertou.
E eu queria mais cinco minutinhos...
O dia já aguardava ansioso pelo meu levantar.
(só não sabia que ele ele também estava ansioso pra me irritar)
O ônibus lotado.
Os sinais fechados.
O quadro lotado.
A última fileira da sala.
O ar-condicionado lembrava inverno.
Mas era verão.
A vendedora que não vem.
O celular que veio... com defeito!
E os sinais continuavam fechados...
e o relógio correndo.
Um, dois, três ônibus passaram.
Eu não estava no ponto.
Cansaço.
Trabalho. Muito trabalho.
Segunda-feira incomum.
Cólica.
Mau-humor....
e o relógio pareceu cansar-se também.
Não andava mais.
E o dia foi quase ruim.
O quase se encaixa por causa destas palavras.
Se elas estão aqui, é sinal de que ao final do dia, eu tinha uma casa para a qual voltar.
Eu tinha mãe e jantar me esperando.
Banho e cobertor.
Eu tinha vida!
E podia relatar e relembrar os momentos vividos.
Aqui, agora, no conforto em que transcrevo o meu dia, percebo que na verdade, ele não foi tão ruim...

( Nesse exato  momento, há um milhão de pessoas desejando ter dias "quase" tão ruins como os meus...)

Elas precisam se sentir vivas.

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