Disfarces. Máscaras. Conflitos interiores.
Julgamos os loucos sem se dar contar de que a sociedade vive todos os dias à beira da loucura mais insana. Não há divã que resolva tamanha perda de indentidade.
É essa a nossa realidade. Vivemos num sistema estranho. Onde as pessoas se afastam cada vez mais do que realmente são. Somos prisioneiros desse imenso capitalismo que tem corrompido o mundo.
Quer uma profissão do futuro? Psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, e sabe se lá, quanto mais "psi-alguma coisa" ainda vão inventar. O fato é que as pessoas tem se enfiado em consultórios em busca de respostas. E ali, deitadas no divã elas vomitam seus conflitos interiores. Contam seus piores pesadelos, na esperança de que, aquele que as ouve, faça mais do que simples anotações. Ah! Doce engano. Como buscar em outrém a resposta de algo que está dentro de si? A verdade é que as pessoas buscam em consultas e análises o seu prórpio eu. Aquele que se perdeu na multidão. O eu que ficou na prateleira daquela loja, que ficou na frente da TV alimentando-se de lixo publicitário, ou quem sabe o que ficou no trabalho murmurando do chefe. Tantos "eus" perdidos por aí...
Augusto Cury disse em uma de suas obras que "as loucuras só podem ser tratadas quando abandonam seus disfarces". Sábias palavras. Enquanto acharmos todo esse caus normal, nada irá mudar. Pelo contrário, viveremos todos os dias a mercê desses devaneios. Não sou contra a loucura, aliás, depende de qual falamos. Porque até a loucura existe nas mais vairadas formas. Temo porém, que essa em que temos vivido não tenha nada de bonito ou libertador.
Quem dera se os consultórios estivessem cheios de loucos sensatos. Do tipo que quebra tabus, e que não se satisfaz com o pouco. Que não se acomoda diante das tragédias que temos vivido. Que acreditam que dias melhores estão por vir, e que isso só depende de nós. Essa sim é a loucura que liberta. Que faz de todos nós seres humanos melhores. Que lamentam por assistir um noticiário que sangra. Que se revolta por ouvir o rádio que traz corrupção nas ondas sonoras. E mais do que isso, que nos faz acreditar que pode ser diferente.
Chega de máscaras. Chega de se conformar com essa sociedade cruel e egoísta, que gira em torno dos próprios interesses. Chega de ternos e gravatas, de olhares distantes. Não precisamos ostentar pose, pelo menos não enquanto o nosso país se destrói. Morremos em cada esquina. Em cada bala perdida. Morremos em corpos frágeis que se vendem. E morremos nos corpos estúpidos que compram os primeiros. É um pouco de cada de nós um que morre com tantas crianças que partem sem conhecer o que há de melhor. Sem frequentar uma escola, sem oportunidade de ser alguém nessa vida. Aos poucos, desaperecemos. Perdemos a dignidade, perdemos o respeito, o amor-próprio. Perdemos o senso do certo e errado. E somos incapazes de nos comover. Inconscientemente, nos tornamos insensíveis. Somos parte do sistema que tanto criticamos. E o apse de toda essa loucura, é não derramar uma lágirma sequer diante da guerra que se trava diante dos nossos olhos.
A guerra pelo poder. Pelo dinheiro, pela fama, pelo status.
A guerra pelo ter.
Onde estão os nobres soldados que vão combater esse exército de hipocrisia e incredulidade?
Onde estão os que vão lutar por amor, por solidariedade, por paz, por liberdade?
É vencendo as batalhas que se ganha uma guerra. E essas estão por toda a parte. São as nossas batalhas cotidianas.
E você pode vencer.
Só você e mais ninguém pode estender a mão à quem precisa. Pode retribuir um sorriso em vez de torcer o nariz. Pode ouvir ao invés de dizer palavras pelas quais vai se arrepender sabe-se lá até quando. Só você pode escolher ver o que há de melhor em tudo e todos, lembrando que dessa forma, ninguém terá tempo pra apontar os seus defeitos.
Chega de ser escravos da rotina. Chega de viver correndo, sem tempo pra olhar o céu, pra curtir a chuva, pra explorar cores e sabores.
Por um momento, seja você mesmo. Faça o que realmente deseja fazer.
Permita que por apenas um momento, o mundo conheça o seu melhor...
...mesmo que pra você isso pareça loucura.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
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"Ao final do dia, quando tudo termina, tudo o que a gente mais quer é estar perto de alguém. Então toda aquela história de querer manter distância e fingir que não nos importamos com os outros, vira besteira. Nós escolhemos com quem queremos permanecer próximos e, uma vez que escolhemos tais pessoas, tendemos a manter contato. Não importa o quanto machuquemos as mesmas, as pessoas que ainda estão conosco no final do dia, são aquelas que valem a pena manter. E claro, às vezes, próximo, pode ser próximo demais. Mas as vezes, aquela invasão de espaço pessoal pode ser exatamente aquilo que precisamos."
Eu escolhi manter você. Mesmo na incerteza de uma reaproximação. A nossa história, o seu caráter, foram suficientes pra manter o seu lugar. Hoje sei que valeu a pena.
Os dias que demoravam a passar, as velhas fotos, a saudade.
As orações... Deus sabe o quanto desejava uma resposta.
As renúncias.
Somos prova viva de que aquilo que realmente é nosso jamais se vai pra sempre. Hoje, sou imensamente grata por estar contigo. Por poder construir uma outra história, ou quem sabe continuar aquela que se perdeu no tempo... Mas indepente disso, desejo felicidade. Dias melhores do que todos os que já vivemos. Desejo mais cumplicidade, mais gargalhadas e lágrimas. Respeito e amor. Desejo você. Assim, exatamente como agora. Porque é desse jeito que eu sinto uma sensação quase que inexplicável.. que não dá pra medir ou descrever. Porque é assim que eu me sinto bem... E por enquanto, isso basta.
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Ao final do dia, quando tudo termina, você está comigo.
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Vale a pena manter.
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Eu escolhi manter você. Mesmo na incerteza de uma reaproximação. A nossa história, o seu caráter, foram suficientes pra manter o seu lugar. Hoje sei que valeu a pena.
Os dias que demoravam a passar, as velhas fotos, a saudade.
As orações... Deus sabe o quanto desejava uma resposta.
As renúncias.
Somos prova viva de que aquilo que realmente é nosso jamais se vai pra sempre. Hoje, sou imensamente grata por estar contigo. Por poder construir uma outra história, ou quem sabe continuar aquela que se perdeu no tempo... Mas indepente disso, desejo felicidade. Dias melhores do que todos os que já vivemos. Desejo mais cumplicidade, mais gargalhadas e lágrimas. Respeito e amor. Desejo você. Assim, exatamente como agora. Porque é desse jeito que eu sinto uma sensação quase que inexplicável.. que não dá pra medir ou descrever. Porque é assim que eu me sinto bem... E por enquanto, isso basta.
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Ao final do dia, quando tudo termina, você está comigo.
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Vale a pena manter.
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O Teu amor me espanta por ser tão incondicional. A Tua maneira de agir me surpreende pela perfeição. O Teu tocar me acalma por tamanha sutileza. A Tua voz chega até mim como doce melodia. E por tudo isso, desejo a Tua presença. Desejo sentir-Te na brisa que toca o meu rosto. Desejo que inunde os meus pensamentos. Pois não há nada melhor que estar contigo. Não há ninguém que me ame mais, que me queira tão bem. Que me aceite com todas as minhas falhas e limitações. Tu sabes das minhas loucuras, dos meus momentos de desespero e insanidade. Sabe os meus desejos e vontades. Tu contemplas os meus piores e melhores dias. Sabes do meu pior defeito e da minha melhor qualidade. Conta as minhas lágrimas derramadas junto do travesseiro. Sabe de todos os meus anseios mesquinhos e egoístas,e ainda assim os ouve. Conheces a minha pequenez, e mesmo assim se importa comigo. Inevitável não te amar Senhor. Impossível não desejar-te mais que o próprio ar. O Senhor não precisa sequer de um fio de cabelo meu, mas me convida pra estar mais perto de Ti todos os dias. Me convida a alcançar o céu e tocar o Teu coração. O que darei eu em troca?
Minha vida...
Meu amor..
Minha gratidão.
Uma alma que anela por Ti.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
"E não vos conformei com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus."
Romanos 12:2
..(extraído do Manual da Vida)..
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Há esperança.
O mundo nunca vai estar perdido demais.
O homem nunca vai ser tão cruel ao ponto de que Ele não se conpadeça.
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Ele é o verdadeiro caminho.
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Achegue-se à Ele.
Romanos 12:2
..(extraído do Manual da Vida)..
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Há esperança.
O mundo nunca vai estar perdido demais.
O homem nunca vai ser tão cruel ao ponto de que Ele não se conpadeça.
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Ele é o verdadeiro caminho.
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Achegue-se à Ele.
Futuro bem presente..
Vestibular. Mercado de trabalho. Filhos. Ganhar o mundo. Ficar por aqui. Ser alguém melhor, ou simplesmente não sê-lo. Mudar de vida. Mudar de hábitos. Escolher. Decidir. Optar. Um universo inteiro de opções.
Dizem por aí que a gente precisa viver um dia de cada vez. E que o futuro, é algo longíquo demais pra ser digno de ocupar a nossa mente. Quisera eu tomar tais palavras como verdades absolutas, e torná-las um princípio a ser seguido. Quisera eu que o futuro fosse apenas uma multidão de possibilidades remotas, que não precisam ser levadas a sério. Bom, não é o caso. Aliás, se tem um lugar que o futuro (o meu futuro) está longe de ocupar, é aquele bem lá no fundo do palco, onde os olofotes não são capazes de iluminar.
De uns tempos pra cá, pode-se dizer que ele deu pra ser protagonista. E veio com tudo. Ai de quem queira roubar a sua cena. Lá no meio do palco ele se diverte. Constrói seu monólogo numa performance quase impecável. O quase se encaixa por um pequeno detalhe: ele entrou na hora errada. As falas agora interpretadas com tanta convicção deveriam ser ditas pelo menos uns dois anos depois.
Mas tudo bem, já que o senhor espertinho está lá em cima, porque não sentar na primeira fila e curtir o espetáculo? Inquietante. A interpretação me provoca frio na barriga, e faz a minha cabeça girar. Sinto-me como se estivesse em meio há uma torcida enorme, sendo a única a torcer quando todos estão calados. O tal futuro as vezes me espanta. Ele me deixa lá, me remexendo na cadeira, com as mãos suando. Não sei por quanto tempo mais posso vê-lo lá em cima, impetuoso e convicto.
O discurso é um só. Gira em torno de uma infinidade de possibilidades. Aos poucos ele apresenta a minha vida sob perspectivas diferentes. E de repente me vi ali no palco, junto com ele, como se fosse uma marionete daquele personagem persuasivo. Aliás, vi muitas de mim. Petulante! Acha que pode me apresentar a mim mesma?! Mas ele ignorava os meus questionamentos com notável ironia. E minutos depois estava ali, cara a cara comigo mesma. Era só eu e as várias versões de mim. Vi a Débora biológa, com um ar aventureiro, e o mundo todo estava ali ao seu lado. Lugares, matas e mares. Bichos e montanhas que logo se misturavam com o próximo cenário. A mesa bagunçada e cheia de bugingangas revelavam a Débora jornalista. Com lápis na boca a espera de uma nova inspiração. Na mesa ao lado, um tanto mais organizada, me vi mudar de semblante. Séria e concentrada, me via escrevendo nomes estranhos num pedaço de papel branco que levava no rodapé a seguinte inscrição: Dra. Débora Santos.
E as versões pareciam se multiplicar. Quanto mais eu olhava, mas havia pra conhecer de mim mesmo. Do meu futuro. Crianças correndo trombavam em mim. Numeros, teses, redações. Uma parte da minha vida que eu ainda não conheço, muitas que jamais vou conhecer. E entre cada uma delas.. Escolhas! Eis o pesadelo de tudo aquilo. Personagens com uma forte tendência a se tornarem vilões... E pensando nisso, olhei em volta, e percebi que o astro da noite não estava mais em cena. A cada passo que dava, determinada versão de mim me acompanhava. Eu estava no comando. Na verdade sempre estive. Ninguém mais além de mim poderia protagonizar a minha história.
As escolhas se moviam conforme eu queria. Tudo naquele imenso palco respondia aos meus comandos. E quando me dei conta disso, o futuro não ousou mais em aparecer. O presente entrou em cena, e nele, o futuro só existe nos meus pensamentos. E apenas introduz no roteiro, as infinitas possibilidades que só vão se concretizar ao meu sinal.
Os meu passos guiam as minhas escolhas.
O meu futuro se constrói nesse imenso trajeto... E ele não pode me assombrar.
Nada de desespero. Nada de espantos ou passos em falso.
Eu controlo o guidon.
... e não faz mal errar. Há tempo pra voltar atrás e escrever uma nova cena.
Dizem por aí que a gente precisa viver um dia de cada vez. E que o futuro, é algo longíquo demais pra ser digno de ocupar a nossa mente. Quisera eu tomar tais palavras como verdades absolutas, e torná-las um princípio a ser seguido. Quisera eu que o futuro fosse apenas uma multidão de possibilidades remotas, que não precisam ser levadas a sério. Bom, não é o caso. Aliás, se tem um lugar que o futuro (o meu futuro) está longe de ocupar, é aquele bem lá no fundo do palco, onde os olofotes não são capazes de iluminar.
De uns tempos pra cá, pode-se dizer que ele deu pra ser protagonista. E veio com tudo. Ai de quem queira roubar a sua cena. Lá no meio do palco ele se diverte. Constrói seu monólogo numa performance quase impecável. O quase se encaixa por um pequeno detalhe: ele entrou na hora errada. As falas agora interpretadas com tanta convicção deveriam ser ditas pelo menos uns dois anos depois.
Mas tudo bem, já que o senhor espertinho está lá em cima, porque não sentar na primeira fila e curtir o espetáculo? Inquietante. A interpretação me provoca frio na barriga, e faz a minha cabeça girar. Sinto-me como se estivesse em meio há uma torcida enorme, sendo a única a torcer quando todos estão calados. O tal futuro as vezes me espanta. Ele me deixa lá, me remexendo na cadeira, com as mãos suando. Não sei por quanto tempo mais posso vê-lo lá em cima, impetuoso e convicto.
O discurso é um só. Gira em torno de uma infinidade de possibilidades. Aos poucos ele apresenta a minha vida sob perspectivas diferentes. E de repente me vi ali no palco, junto com ele, como se fosse uma marionete daquele personagem persuasivo. Aliás, vi muitas de mim. Petulante! Acha que pode me apresentar a mim mesma?! Mas ele ignorava os meus questionamentos com notável ironia. E minutos depois estava ali, cara a cara comigo mesma. Era só eu e as várias versões de mim. Vi a Débora biológa, com um ar aventureiro, e o mundo todo estava ali ao seu lado. Lugares, matas e mares. Bichos e montanhas que logo se misturavam com o próximo cenário. A mesa bagunçada e cheia de bugingangas revelavam a Débora jornalista. Com lápis na boca a espera de uma nova inspiração. Na mesa ao lado, um tanto mais organizada, me vi mudar de semblante. Séria e concentrada, me via escrevendo nomes estranhos num pedaço de papel branco que levava no rodapé a seguinte inscrição: Dra. Débora Santos.
E as versões pareciam se multiplicar. Quanto mais eu olhava, mas havia pra conhecer de mim mesmo. Do meu futuro. Crianças correndo trombavam em mim. Numeros, teses, redações. Uma parte da minha vida que eu ainda não conheço, muitas que jamais vou conhecer. E entre cada uma delas.. Escolhas! Eis o pesadelo de tudo aquilo. Personagens com uma forte tendência a se tornarem vilões... E pensando nisso, olhei em volta, e percebi que o astro da noite não estava mais em cena. A cada passo que dava, determinada versão de mim me acompanhava. Eu estava no comando. Na verdade sempre estive. Ninguém mais além de mim poderia protagonizar a minha história.
As escolhas se moviam conforme eu queria. Tudo naquele imenso palco respondia aos meus comandos. E quando me dei conta disso, o futuro não ousou mais em aparecer. O presente entrou em cena, e nele, o futuro só existe nos meus pensamentos. E apenas introduz no roteiro, as infinitas possibilidades que só vão se concretizar ao meu sinal.
Os meu passos guiam as minhas escolhas.
O meu futuro se constrói nesse imenso trajeto... E ele não pode me assombrar.
Nada de desespero. Nada de espantos ou passos em falso.
Eu controlo o guidon.
... e não faz mal errar. Há tempo pra voltar atrás e escrever uma nova cena.
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