terça-feira, 14 de junho de 2011

A tecnologia sob uma outra perspectiva.

"Como não pensaram nisso antes?", este é o título da reportagem que desencandeou os pensamentos para a construção deste texto. 

    A revista estava no banco do carro da minha irmã. A capa com o título "A febre das compras coletivas" em letras garrafais amarelas junto com o tempo ocioso que certamente eu teria durante o meu dia, me fizeram colocar a revista debaixo do braço e trazê-la para o trabalho. Boa escolha. Entre muitas reportagens interessantes, um trecho em especial daquela que citei no começo me chamou muita atenção.
   
   Andrew Mason, 31 anos, criador do Groupon - maior site de compras coletivas do Brasil, em entrevista dada à Exame, citou algo curioso em uma de suas respostas. Sérgio Teixeira, entrevistador, perguntou-lhe sobre o segredo do sucesso da empresa que cresceu absurdamente num curto espaço de tempo.

Sérgio - Porque deu tão certo? É o apelo irresistível dos descontos?

Andrew - (...) Do lado do consumidor, o que estamos fazendo é inverter a tendência das pessoas de passar cada vez mais tempo na frente do computador. Queremos que elas voltem para o mundo real (...)

    Eu nunca tinha analisado esse novo tipo de comércio desta maneira. E não é que desta vez a tecnologia me pegou de surpresa? Diferente dos tantos inventos que nos afastam das pessoas e do mundo real, o universo de compras coletivas surge na beleza da contradição. Apesar de que, o início do processo começa sim em frente à tela do computador, o que se enxerga nela vai além de um cupom promocional. É um convite para que as pessoas vivam. E vivam de maneira intensa, experimentando novos sabores, conhecendo novos lugares ou quem sabe mudando o visual. Os descontos absurdos induzem o consumo em massa. E com um clique, milhões de pessoas no mundo todo se permitem experiências que talvez nunca tenham imaginado viver.

    E se é preciso exemplo para comprovar a tese de Mason, cá estou eu. Dias atrás me rendi aos encantos da compra coletiva e brevemente irei me aventurar nas alturas. O vôo de parapente estava num preço tão acessível que foi impossível recusar. Carteira na mão e lá estava eu comprando meu cupom. Tenho para mim que é exatamente esta a empolgação que toma conta das pessoas que se tornam adeptas desse novo consumo. "É tão barato. Porque não fazer? Porque não ir? Porque não experimentar?". E de repente, temos isto: uma tecnologia que surpreendetemente leva as pessoas de volta ao mundo real.

     É como se as coisas boas da vida estivessem mais acessíveis. Ironicamente, o computador, o ipad e o seu celular lhe dão o recado de que há muita coisa boa pra se viver e a gente não se dá conta, porque estamos ocupados demais. E na geração em que vivemos, não há melhor forma de lembrar isto às pessoas do que um e-mail na caixa de entrada logo pela manhã... 
   


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tudo vai dar e sobrarão doze cestos.

Já percebeu como o ser humano reclama?! Reclama desde a casa onde mora ao fio de cabelo que deveria ser assim ou assado. Temos uma natureza mesquinha e egoísta. Podemos ter tudo e ainda assim não teremos nada.

A Bíblia porém, nos adverte que: "se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2Co 5:17), isso inclui hábitos, princípios e inclusive a velha mania de reclamar. Uma vez que encontramos vida nova e abundante no Senhor, o  hábito de achar que nada vai bem e que nada vai melhorar não pode nos acompanhar.

Deus nos escolheu para uma vida de prosperidade. Ele jamais deseja que passemos por dificuldades, apesar de as permitir para que possamos aprender certas coisas. Mas o plano dEle para nós, é bom, perfeito e agradável.  Porque então, muitas das vezes, isso não é uma realidade nas nossas vidas? A resposta é bem simples. Só tomamos posse daquilo que acreditamos. Logo, se não reconhecemos a verdade de que Deus tem infinitamente mais do que imaginamos para nos dar, isso nunca será real.

O fato é que nós duvidamos. Pregamos sobre um Deus maravilhoso, que opera o sobrenatural... na vida dos outros. Porque quando se trata da nossa, Ele parece impotente. Nunca somos abençoados o bastante. As nossas promessas são as únicas que não se cumprem. O nosso dinhiero é o único que não dá.

Como anunciar algo que nem você acredita?


Marcos 6, relata um dos milagres de Jesus, que traz uma grande lição sobre isso. Após terem feitos grandes coisas em nome de Jesus, os discípulos se viram diante de uma grande multidão que precisava ser alimentada. E que recurso tinham para isso? Cinco pães e dois peixes. Nada mais que isso! E apresentando isto a Jesus, ele abençou o alimento e ordenou que os discípulos agrupassem a multidão e distribuíssem o pão e peixe. E ali, naquele momento, o milagra da multiplicação acontecia. A fome daquele povo foi saciada e sobraram doze cestos.

Ainda que achassem que o alimento não seria o suficiente, os discípulos criam no poder dAquele que anunciavam. E sabiam que Ele jamais deixaria aquela multidão faminta. E é exatamente isto que nos falta muitas vezes. A certeza de que servimos à um Deus que supre todas as nossas necessidades. Podemos não ter tudo o que queremos, mas certamente, temos tudo o que nos é necessário.


Vamos à igreja, lemos a bíblia, cantamos, mas nao descansamos verdadeiramente nAquele que prometeu nos sustentar enquanto dormimos (Sl 127:2). Precisamoas trazer à memória qual é a nossa posição diante do Senhor. Não somos meras criaturas, mas obras primas dEle. Somos a melhor de suas criações. Somos filhos.! A palavra dele é clara quanto a isso. Deus nos ama de maneira incondicional e profunda. Quando reconhecermos isto, saberemos que não há o que temer. Deixaremos as preocupações de amanhã, para amanhã. E viveremos o hoje desfrutando da graça que nos é derramada todos os dias. Gozando do sustento dAquele que fez milagres no passado, e que ainda hoje, o faz, de maneira sobrenatural na vida daqueles que crêem.


Chega de murmurações, de reclamações e palavras que almadioçam a nossa própria vida. É tempo de viver as promessas de Deus!